Paulo Pinto/AE
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Lula diz querer 'tirar o povo da m...'

Presidente falou o palavrão durante discurso em que anunciou investimentos no saneamento básico

Silvia Amorim, Enviada especial,

10 de dezembro de 2009 | 17h33

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebrou o protocolo na tarde desta quinta-feira, 10, em visita ao Maranhão e falou um palavrão durante discurso numa cerimônia de assinaturas de contratos do programa federal Minha Casa Minha Vida. Ao destacar que o governo federal está fazendo investimentos expressivos em saneamento básico, Lula soltou: "Não quero saber se o João Castelo (prefeito de São Luís) é do PSDB, se outro é do PFL (atual DEM) e não quero saber se é do PT. Eu quero saber se o povo está na merda. Eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra", disse.

 

Após aplausos e risos da plateia, o presidente percebeu o deslize e tentou ali mesmo se justificar. "Lógico que eu falei um palavrão aqui. Amanhã os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão", comentou. "Mas tenho consciência de que eles falam mais palavrões do que eu todo dia e tenho consciência de como vive o povo pobre", emendou.

 

 

Veja também:

som Ouça o discurso de Lula em São Luís

 

A declaração foi feita no segundo evento de Lula em sua visita à capital maranhense. Na cerimônia foram assinados contratos para a construção de 5.884 moradias pelo Minha Casa Minha Vida em todo o Estado. Pela manhã, o presidente entregou apartamentos para moradores de viviam em palafitas em São Luís.

 

Ao ressaltar os investimentos da sua gestão em saneamento básico, Lula alfinetou o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "O que nós estamos investindo no Maranhão neste ano e até 2010 em saneamento é mais do que tudo que o governo antes de mim investiu no Brasil inteiro", disse. O presidente também usou de ironia em outro momento ao se referir a FHC. "Eu conheço gente da fina flor que não fez uma universidade nesse País."

 

Acompanhado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula, sem citar nomes, disse à plateia, formada em sua maioria por estudantes, que sabia quem tinha competência para dar continuidade ao governo dele. "No momento certo eu vou dizer", afirmou, sob gritos dos jovens de "Dilma, presidente".

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