Lula diz que tem 'arrozeiro criando caso' na Raposa Serra do Sol

Na Holanda, presidente diz que governo 'não fará vítimas' na ação para retirar não-índios da reserva

Tânia Monteiro, enviada especial de O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2008 | 15h24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 11, que o governo não quer usar a violência para a retirada dos arrozeiros na reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. "Não queremos que ninguém seja vítima de ação do governo, mas tem algum arrozeiro criando caso", afirmou. "Não vamos fazer vítimas", disse o presidente, que está na Holanda.  Veja também:Lula brinca que não pôde nem conhecer bar na HolandaPF suspende desocupação na Raposa Serra do Sol até segundaGaleria de fotos da Raposa Serra do Sol Assista à entrevista de Roldão Arruda, enviado especial à região  ENQUETE: Os produtores rurais devem ser retirados da reserva indígena?  Saiba onde fica a reserva e entenda o conflito na região   A tensão em torno da ocupação da terra indígena Raposa Serra do Sol - homologada há três anos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva - aumentou nos últimos dias. O motivo foi o início, no dia 27 de março, da Operação Upakaton 3 - nome dado pela Polícia Federal à serie de ações com que as autoridades federais pretendem retirar da área os últimos ocupantes que ainda estão lá: pequenos proprietários rurais, alguns comerciantes e um grupo de grandes e influentes produtores de arroz.  Agentes da Polícia Federal foram nesta sexta para a reserva para garantir a segurança pública na reserva.  "Nossa idéia é fazer com que não haja conflitos entre ninguém que está lá dentro. Vamos manter a ordem e a paz social", afirmou o delegado Fernando Segóvia, coordenador geral da operação Upatakon 3. O delegado reiterou que a PF não irá fazer a retirada dos não-índios da Raposa Serra do Sol. A determinação para que a PF atuasse na garantia da segurança foi feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na decisão que negou recurso da Advocacia Geral da União contra a suspensão da operação.  "A partir de segunda, vamos instalar as bases permanentes da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança em pontos estratégicos da reserva", disse Segovia. Os policiais vão permanecer na terra indígena até o julgamento de mérito das ações pendentes no STF com relação a homologação de Raposa Serra do Sol. Inicialmente, 300 homens farão a segurança no local. (Com Agência Brasil)

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