Lula diz que reforma ministerial será feita sem pressa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que a reforma ministerial não será iniciada imediatamente, passada a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, como era expectativa no meio político. "Não começa na segunda-feira, eu não tenho pressa de fazer a reforma... em algum momento vamos chamar os partidos e decidir os ministérios", disse Lula a jornalistas durante visita a uma estação de tratamento de esgoto em Campinas. O presidente acrescentou que tem conversado com os partidos e que as discussões até o momento são positivas, mas evitou mencionar nomes e cargos. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, já afirmou esta semana que deixará o cargo na próxima segunda-feira. O nome de Tarso Genro, ministro de Relações Institucionais, tem sido ventilado para o cargo. Lula procurou mostrar que conta com a união da base governista no Congresso para aprovar medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A disputa pela presidência da Câmara, definida na última quinta-feira com a eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP), acabou exibindo uma fissura na base do governo, que tinha também como candidato o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), buscando a reeleição. No Senado, foi reeleito Renan Calheiros (PMDB-AL). "O Senado e a Câmara continuarão independentes, vamos trabalhar como trabalhamos com o Aldo e com o Renan. O importante é que o Congresso tenha a definição de que nós precisamos apoiar tudo o que for necessário para destravar o país", afirmou Lula a jornalistas. "Não tem nenhuma ferida... a base volta a se reunir. Se houver alguma rusga por conta da eleição (da Câmara), ela será consertada pela nossa tradição de convivência democrática", disse. "A relação entre o PT e o PCdoB é histórica, é uma relação de 30 anos e não vai ter uma crise por causa de uma eleição de 30 dias."

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