Lula diz que País não pode perder R$ 40 bilhões da CPMF

Presidente afirma que tributo é 'justo' e 'dá visibilidade a qualquer percepção de sonegação'

Roberto Camargo, da Agência Estado

06 Setembro 2007 | 09h22

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira, 6, em entrevista a emissoras de rádio, a manutenção da CPMF, sustentando que "o Brasil não pode prescindir de R$ 40 bilhões".  Veja também: Lula apóia BC e diz que não permitirá a volta da inflação Lula defende voto aberto no processo de cassação de Renan Governo não discute reestatização da Vale do Rio Doce, diz Lula Lula argumentou que esses recursos são necessários para o financiamento dos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dos programas de transferência de renda. "Se o Congresso prescindir da CPMF, vamos ter que cortar R$ 40 bilhões", alertou, acrescentando que as pessoas que defendem a extinção da CPMF devem propor outro imposto no lugar.  Depois de considerar a CPMF "um imposto justo e fiscalizador, que mais dá visibilidade a qualquer percepção de sonegação", Lula rebateu as avaliações de que a carga tributária está aumentando no País e alegou que o crescimento da arrecadação se deve ao crescimento da economia e à eficiência da Receita Federal. "A CPMF é um tributo justo e fiscalizatório".  "As pessoas estão ganhando mais, muito mais", ressaltou, referindo-se ao balanço dos bancos e das 100 maiores empresas do País. Em sua defesa, Lula disse que promoveu duas reduções de alíquotas de Imposto de Renda para a pessoa física. O presidente também defendeu a realização de uma reforma tributária, mas comentou que ela esbarra na resistência dos governadores em perder arrecadação. Ele disse que a saída para esse impasse esteja, talvez, na criação de mecanismos compensatórios para os Estados que tiverem maiores perdas.  "Política tributária é que nem futebol ou religião. Cada um acha que a sua é a melhor. Nenhum governador quer perder nada. Então a política tributaria não sai".

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