Lula diz que oposição tenta impedi-lo de governar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou hoje a oposição de tentar impedi-lo de governar o País. A declaração de Lula foi uma resposta à ameaça do PSDB e do DEM de ingressarem na Justiça contra o programa Territórios da Cidadania, lançada nesta semana pelo governo federal. "A oposição quando esteve no governo não governou e agora eles tentam impedir que você faça política social, tentam impedir que você atenda aos interesses do povo achando que é eleitoreiro", afirmou o presidente, durante evento em Quixadá, no sertão cearense, que foi o primeiro dos vários lançamentos do novo programa que Lula fará pelo País afora ."O povo precisa saber que tem setores da oposição que estão entrando na Justiça para evitar que se façam políticas que eles deveriam ter feito quando governaram o Brasil há muito tempo atrás e que não querem que a gente faça", disse o presidente, aproveitando a presença de cerca de 2 mil pessoas em uma praça no centro da cidade. Lula ironizou a alegação da oposição de que o programa é eleitoreiro. "Primeiro que não tem eleição para presidente da República. Eu não poderia estar fazendo campanha", disse.Lula acusou ainda seus oposicionistas de usar o povo como "massa de manobra" e mandou um recado: "Eu vou continuar fazendo porque fui eleito para governar o País e todo mundo sabia do meu compromisso. Eu, embora seja presidente de todos, vou governar priorizando os setores mais pobres da população, que são os que mais precisam do Estado". Lula saiu em defesa do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, e afirmou que o pedetista tem se mostrado muito "republicano". "O ministro Lupi mostrou à imprensa ontem: o PSDB recebeu R$ 102 milhões em convênios, o PT, acho que R$ 92 milhões, e outros partidos, cerca de R$ 80 milhões. Ou seja, ele está mostrando o comportamento mais republicano." "Não houve favorecimento, senão o PSDB não seria o primeiro colocado", concluiu o presidente.No início da tarde, Lula seguiu para Fortaleza para mais eventos, desta vez sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em Quixadá, Lula participou de três compromissos, sempre acompanhado do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), e, em discurso, lamentou a ausência do deputado federal Ciro Gomes (PSB).

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