Lula diz que oito anos é pouco, mas faz votos a sucessor

Pesquisa divulgada nesta segunda mostra que maioria é a favor de um terceiro mandato, o que presidente nega

Elizabeth Lopes, da Agência Estado, e Carmen Munari, da Reuters

28 de abril de 2008 | 15h11

Sem mencionar o debate sobre o terceiro mandato, o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 28, que oito anos é pouco tempo para um governante. O presidente, no entanto, afirmou que a partir de 1º de maio vão faltar 32 meses para deixar o cargo e já fez votos para o seu sucessor. "Só tenho a pedir a Deus que quem vier depois de mim seja uma pessoa até mais abençoada do que eu e faça mais do que eu estou fazendo pelos pobres", ressaltou.   Veja Também:   Lula alerta para 'clima de comício' em lançamentos do PAC Avaliação positiva de Lula alcança 69,3% em abril, diz pesquisa Maioria aprova terceiro mandato para Lula, aponta CNT/Sensus Sem Lula, Serra lidera a corrida presidencial por 2010 ESPECIAL: o balanço do PAC ESPECIAL:Terceiro mandato  ESPECIAL: a íntegra da pesquisa  Para analista, Lula trabalha nos bastidores por 3º mandato      "Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos", disse Lula, dirigindo-se ao prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), que termina seu segundo mandato consecutivo em dezembro e, portanto, não pode mais se candidatar, assim como Lula. Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda mostrou que 50,4% da população apóiam alteração na Consituição para que Lula possa concorrer a um novo mandato. O levantamento aponta ainda recorde de popularidade do presidente (69%).   Ainda no discurso realizado em evento de inspeção de obras do PAC, na região de Guarulhos, Lula argumentou que seria "mesquinharia" torcer para seu sucessor ser alguém pior do que ele. "Quem sofre com isso é o povo, pois está cheio de gente que só gosta de pobre em época de eleição. Aí, o pobre vira a coisa mais linda do mundo", argumentou.   Num condomínio residencial financiado pela Caixa Econômica Federal, dentro do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), no bairro Nova Cumbica, em Guarulhos, Lula disse que não se pode permitir que o País sofra um retrocesso. E citou a importância de continuidade das obras do PAC e do PAR. Segundo ele, o programa da CEF não começou em seu governo, mas teve continuidade porque é muito promissor.   O presidente lembrou que conheceu a cidade de Guarulhos em 1978, período em que presidia o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. E ironizou: "naquela época, eu tinha ódio de política e político, jamais pensei em ter um partido político, muito menos ser vereador. Hoje sou Presidente da República".   Texto alterado às 16h07

Tudo o que sabemos sobre:
Lulasucessãoeleições 2010

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.