Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE

Lula diz que nunca se perdoou por foto ao lado de Maluf

Foto foi tirada na campanha para a eleição municipal de 2012, quando PT fechou aliança com o PP; Maluf teria exigido a foto

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2017 | 21h02

No dia em que o deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi preso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “nunca se perdoou” por ter aceitado posar para uma foto com o adversário histórico durante a campanha para a eleição municipal de 2012.

Naquele ano, Lula ainda estava em tratamento contra um câncer na laringe e dificilmente fazia aparições públicas. O PT negociou uma aliança com o PP mas além de participação no futuro governo petista, Maluf exigiu uma foto com Lula para selar o acordo.

Na manhã do dia 18 de junho Lula e Maluf, que durante décadas protagonizaram uma dura disputa política em lados opostos, surpreenderam o mundo político aparecerem nos jardins da casa do deputado, no sofisticado bairro do Jardim América, entre abraços e sorrisos na frente de um batalhão de fotógrafos.

Maluf vai ao Supremo contra decisão de Fachin

Defesa de Maluf cita câncer e vai pedir domiciliar

Na PF, Maluf deve encontrar Joesley

A imagem foi o estopim para quer a deputada Luíza Erundina (PSOL-SP), então candidata a vice de Haddad, desembarcasse da campanha do petista causando uma crise para o PT.

Nesta quarta-feira, durante café da manhã com jornalistas na sede do Instituto Lula, em São Paulo, o ex-presidente falou espontaneamente sobre o assunto.

FOTOS: O dia da prisão de Maluf

ACERVO: Em 2005, Maluf ficou 41 dias preso

“Quando o Haddad era candidato eu estava com câncer, estava inchado, e foram me tirar da minha casa para eu tirar uma foto com o Maluf. Eu achava que era necessário sobretudo porque o Haddad ia ter dois minutos a mais na TV e quando a gente não é muito conhecido o tempo na TV ajuda pra caramba. Mas eu nunca me perdoei por aquela foto porque eu achava que não precisava”, disse Lula.

O ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de cadeia pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá e caso a condenação se confirme em segunda instância também pode ser obrigado a cumprir pena em regime fechado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.