Lula diz que não vai ficar 'refém' do PMDB nos próximos anos

Presidente diz em inauguração que os novos presidentes da Câmara e do Senado são 'parceiros' do Planalto

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

05 de fevereiro de 2009 | 16h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou que não ficará refém do PMDB nos últimos dois anos de governo. Em entrevista nesta quinta-feira, 5, durante inauguração da usina hidrelétrica de São Salvador, no sul de Tocantins, ele disse que os novos presidentes da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), são "parceiros" do Planalto. "Acho que eles dão muita tranquilidade, não ao presidente da República, mas ao País", afirmou Lula. "São duas pessoas que, pela terceira vez, vão fazer a governança no Senado e na Câmara, portanto, têm muita experiência e responsabilidade."     Veja também:  A sucessão dos presidentes do Senado   Perfil: conheça o senador José Sarney Veja quem são os membros da Mesa Diretora da Câmara Perfil: Conheça Michel Temer "Vitória de Sarney levou votos do PSDB e dá poder a Renan ", diz analista Eleição no Senado é a despedida de Sarney, diz professor da UFMG Galeria de fotos do novo presidente do Senado Galeria de fotos do novo presidente da Câmara  Blog: acompanhe os principais momentos das eleições na Câmara e no Senado Pouco antes, em discurso, Lula avaliou, sem citar nomes, que oligarquias nordestinas atrapalharam obras importantes ao longo da história para a população do semiárido. A uma pergunta de um repórter sobre o que achava da oligarquia de Sarney no Maranhão, o presidente se irritou: "Quem está dizendo que o Sarney é oligarca é você, não sou eu". "O que eu disse é que, historicamente, a oligarquia do País que mandou por vários séculos não permitia que se fizesse uma obra como a interligação de bacias do São Francisco, e nós estamos fazendo sem nenhum problema", declarou. "Apenas mostrei a diferença do comportamento que mandava no Brasil com a elite que hoje é favorável que a gente construa a obra."Durante a entrevista, porém, ao ser questionado se era possível governar sem alianças com oligarquias, Lula admitiu que não. "Não, tanto que eu tenho uma parceria extraordinária com os empresários brasileiros. Acho que é uma relação de respeito, uma relação digna", disse. "Agora, todos nós na vida, seja o trabalhador ou o oligarca, cada um tem o momento de pensar coisas diferentes, e eu acho que tivemos momentos de muito retrocesso no Brasil pelo comportamento de uma oligarquia que, no século passado, não via com uma visão de futuro o nosso País", afirmou.

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