Lula diz que não será seduzido por 'qualquer extravagância'

Presidente fez a declaração durante discurso sobre aprovação do reajuste salarial de idosos que ganham mais de um salário mínimo

Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2010 | 14h19

QUELUZITO - Ao comentar o reajuste aprovado pelo Congresso de 7,7% aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 14, que não se deixará seduzir por "qualquer extravagância" durante o período eleitoral.

 

O prazo final para a sanção ou veto do presidente termina na terça-feira, 15. Lula afirmou que já tomou a decisão, mas só irá anunciá-la após uma reunião com os ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas. Após participar da cerimônia de inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte II (Gasbel II), em Queluzito (MG), o presidente disse que não pretende "estragar" a sua relação com os aposentados, mas salientou que irá tomar uma decisão pensando no que "for melhor para o Brasil".

 

"Não pensem que eu me deixarei seduzir por qualquer extravagância que alguém queira fazer por conta do processo eleitoral. Minha cabeça não funciona assim. A eleição é uma coisa passageira e o Brasil não jogará fora no século 21 as oportunidades que ele jogou fora no século 20. Enquanto eu for presidente não jogará fora", afirmou.

 

Segundo Lula, o Brasil vive um momento muito bom e todos são "reatores" desse momento. "Precisamos todos trabalhar para que o Brasil continue assim. Eu digo sempre que não é uma conquista do presidente Lula, é uma conquista do povo brasileiro", disse.

 

"Acho que esse momento é muito bom e eu não vou estragar. Todo mundo sabe o carinho que eu tenho pelos aposentados brasileiros, todo mundo sabe a minha relação com os trabalhadores e vou fazer aquilo que eu achar que é melhor para o Brasil."

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