Lula diz que não haverá 'palanque duplo' na campanha de Dilma

'O que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele Estado', afirmou

Daniel Bramatti, enviado especial, O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2010 | 15h30

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não haverá "palanque duplo" na campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nos Estados onde PT e PMDB não chegarem a um acordo para lançar um candidato único ao governo. A declaração foi dada ao lado do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), que é candidato à reeleição e pode enfrentar José Orcírio dos Santos, conhecido como Zeca do PT.

 

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"Se em algum Estado não houver possibilidade de construir uma aliança política, o que vai acontecer é que o presidente da República não participará da campanha naquele Estado", disse Lula. "Não acredito muito na estória de dois palanques, não é possível que uma pessoa possa vir a um Estado e fazer um palanque aqui e outro ali."

 

O presidente citou os casos de Mato Grosso do Sul, de Santa Catarina e de Pernambuco como exemplos de locais onde as negociações entre os partidos estão "difíceis". "Primeiro vamos resolver a questão nacional, depois as regionais."

 

O presidente viajou nesta sexta-feira, 19, a Três Lagoas (MS), onde visitou fábricas das empresas Fibria e International Paper, de celulose e papel, respectivamente. Sobre a crise em Brasília, voltou a negar que tenha aconselhado o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octavio, a permanecer no cargo, em vez de renunciar. "A única coisa que eu disse para ele é que o governo federal não pode tomar nenhuma decisão enquanto a Suprema Corte não decidir o que vai acontecer (em relação a uma possível intervenção federal). O presidente da República não pode dar palpite."

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