Lula diz que não haverá mudanças na política econômica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar que não haverá mudanças na política econômica do seu governo. "No Brasil, nós não estamos precisando de uma invenção. Estamos precisando cumprir nossas palavras e estabelecer uma relação que dê credibilidade, criando condições para que o País cresça definitivamente", afirmou Lula, em discurso durante solenidade na Perdigão, em Rio Verde (GO). Lula disse que tomou a decisão de não inventar na área econômica "nenhuma daquelas coisas" que depois de algum tempo dão prejuízo para o povo mais pobre. Ele citou como exemplos os planos Collor, Verão, Bresser, Cruzado e o Plano Real. "Para o Brasil não há retorno nem caminho tortuoso", disse Lula.O presidente admitiu que a taxa de juros ainda é muito alta, mas disse que é importante "refrescar a memória dos críticos" de que a taxa real é a mais baixa dos últimos 10 anos. Com relação ao aumento do salário mínimo de apenas R$ 20, o presidente voltou a afirmar que o que impediu um reajuste maior foram as contas públicas. "Nesta semana nós não discutimos salário mínimo. A gente discutiu na verdade o déficit da Previdência Social, que é de R$ 31 bilhões", disse. Segundo o presidente, a cada R$ 10 que o governo concedesse ao mínimo, aumentaria mais R$ 3 bilhões o déficit no sistema previdenciário, no prazo de 12 meses. "O problema é o rombo das contas públicas", afirmou. O presidente agradeceu o "apoio extraordinário" de governadores e do Congresso para a aprovação das reformas tributária e previdenciária e disse que o Brasil continuará buscando respeitabilidade internacional, aumento das exportações e maior incremento do mercado interno. Depois do discurso, Lula almoçou na sede da Perdigão.

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