Lula diz que não foi eleito ´para fazer a mesmice´

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em seu discurso na solenidade de assinatura do protocolo sobre a valorização do salário mínimo, que não pretende fazer, no segundo mandato, o que fez no primeiro e sinalizou que poderá discutir reformas no sistema trabalhista e previdenciário no País. "Não fui eleito para fazer a mesmice", disse ele. E anunciou: "É preciso coragem de fazer as coisas que ainda não fizemos e vamos ter que discutir reformas."Ele defendeu que mudanças deverão ser precedidas de um debate com a formação de fóruns de discussões com a participação de trabalhadores ativos e inativos, parlamentares e de toda a sociedade. "A questão é criar um padrão de relacionamento em que, a partir de agora e daqui a dez anos, isso se torne uma prática de fazer as negociações com os setores.""Vamos tentar discutir sobre um diagnóstico muito correto quais são as soluções que cada um de nós quer deixar para os nosso filhos no mundo do Trabalho, no mundo da Previdência Social e em tantas outras áreas", disse Lula durante solenidade de assinatura do protocolo de intenções que traça a política de valorização do salário mínimo com as centrais sindicais. Ao falar do acordo sobre salário mínimo, ele defendeu a idéia de que um aumento de R$ 30 representa muito. Bastante emocionado, ele contou que quando jovem tinha que caminhar quilômetros por falta de uma moedinha que completasse o preço da passagem de ônibus.Lula fez uma avaliação sobre 2006. "Esperavam um caos mas 2006 terminou de forma altamente positiva. Houve quem esperava um caos, mas o caos não aconteceu", disse.Ele destacou ainda a participação popular nas eleições. "Essa coisa chamada povo é muito poderosa quando se move. E o povo brasileiro está se movendo. Quando mais ele se move mais a democracia fica forte." E completou: "Não estamos aqui só para governar, mas para cuidar do País. Fazer como as mães da gente. Cuidar mais especialmente dos que necessitam. Somos cúmplices na hora de fazer coisas boas e temos que ser democratas nas horas das críticas." Com ReutersEste texto foi alterado às 18h50 para acréscimo de informação

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