Lula diz que Matilde 'não cometeu crime' e foi 'massacrada'

Presidente chama mau uso do cartão de 'falhas administrativas' e diz que Igualdade Racial vai virar minstério

da Redação,

20 de fevereiro de 2008 | 14h08

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira, 20, a ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, que deixou o cargo por conta das denúncias de mau uso do cartão corporativo do governo. Ela sai do governo sem ter cometido nenhum crime, não cometeu nenhum delito, teve apenas falhas administrativas", disse Lula. Ele contou que aconselhou a ministra a deixar o cargo, pois estava sendo "massacrada e triturada". A declaração de Lula foi dada durante a cerimônia de posse do novo secretário, Edson Santos.  Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos  Jucá estuda propor que PSDB presida CPI dos Cartões Oposição protocola CPI exclusiva do Senado nesta terçaLula: 'Não tenho tempo a perder com CPI' Lula anunciou  medida provisória que transforma em ministério a Secretaria de Políticas e Promoção da Igualdade Racial. O objetivo é permitir que o deputado federal Edson Santos (PT-RJ) possa assumir o cargo deixado por Matilde Ribeiro, sem precisar renunciar ao mandato parlamentar. Lula também pediu que os representantes do movimento negro cheguem a um consenso em relação ao Estatuto da Igualdade Racial, para facilitar a sua aprovação no Congresso Nacional. "Enquanto vocês estiveram brigando, ele vai ficar mofando lá", disse.  Em 13 de janeiro, o jornal O Estado de S. Paulo publicou reportagem, segundo a qual os gastos com cartão corporativo no governo Lula dobraram em 2007 com relação ao ano anterior. A edição trouxe Matilde Ribeiro como líder no ranking dos ministros que mais gastaram nos dois últimos anos. Matilde Ribeiro teria usado o cartão para fazer compras em free shops, aluguel de carros e restaurantes. No total, os gastos da ministra chegaram a R$ 171,5 mil, dos quais R$ 121,9 mil para locação de veículos, sempre pagos à mesma empresa. O valor é considerado um recorde na Esplanada dos Ministérios. (Com Agência Brasil) Texto atualizado às 15h10 

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