Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Lula diz que governo Bolsonaro ‘converteu coronavírus em arma de destruição de massa’

Em vídeo nas redes sociais, petista diz que presidente aproveita ‘sofrimento coletivo para cometer crise de lesa-pátria’

Pedro Caramuru, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2020 | 16h33

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil vive um dos piores momentos da história e disse que o presidente Jair Bolsonaro aproveita “o sofrimento coletivo para sorrateiramente cometer um crime de lesa-pátria”. Segundo ele, o governo “converteu coronavírus em arma de destruição de massa”.

Em vídeo publicado durante o feriado da Independência, nesta segunda-feira, 7, o ex-presidente defendeu que seria possível evitar “tantas mortes” pela pandemia e criticou “a substituição da direção do Ministério da Saúde por militares sem experiência médica ou sanitária”.

“Estamos entregues a um governo que não dá valor a vida e banaliza a morte. Um governo insensível, irresponsável e incompetente que desrespeitou normas da Organização Mundial da Saúde e converteu o coronavírus em uma arma de destruição em massa”, afirmou Lula.

Segundo números do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL, o País registra mais de 126 mil mortes pelo novo coronavírus e 4,1 milhões de pessoas contaminadas, de acordo com balanço divulgado na noite deste domingo, 6.

Durante a transmissão, Lula criticou a condução das atuais políticas ambientais de preservação da floresta Amazônica e disse ser necessária a presença de cientistas, antropólogos e pesquisadores para “estudar a fauna e a flora e empregar esse conhecimento na farmacologia, na nutrição e em todos os campos da ciência respeitando a cultura e a organização social dos povos indígenas”.

Segundo dados do sistema Deter – do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia – o desmatamento nas áreas protegidas da floresta atingiram 1.008 km² entre agosto de 2019 e julho deste ano, alta de 40% em relação aos 12 meses anteriores.

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