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Lula diz que eventual candidatura em 2014 não é 3º mandato

Presidente diz que seu mandato termina em dezembro de 2010, mas ressalta que 'muita coisa' pode acontecer

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

22 de maio de 2009 | 15h24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva insistiu nesta sexta-feira, 22, em Ancara, na Turquia, que não tem planos de participar das eleições em 2010. "Meu mandato termina no dia 31 de dezembro de 2010", frisou. Ele disse que uma eventual candidatura sua às eleições presidenciais de 2014 não teria o significado de um terceiro mandato de presidente. "Isso está na Constituição", lembrou.

 

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Petistas admitem que o projeto de Lula, segundo reportagem do Estado publicada na edição desta quintaé reconquistar o poder em 2014 "nos braços do povo", e não partir para a briga por um terceiro mandato. Mesmo tendo desistido de emprestar apoio ao fim da reeleição e à ampliação do mandato para cinco anos, Lula sabe que, se conseguir deixar a herança no Palácio do Planalto para a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), em 2010, não haverá nenhum empecilho para sua nova candidatura lá na frente. Motivo: é ele que dá e sempre deu as cartas no PT.

Lula está convencido de que pode emplacar Dilma e vai insistir nesse plano. Só mudará de ideia se for obrigado pelas circunstâncias. Para o presidente, o fato de a ministra anunciar o tratamento que faz para combater um câncer no sistema linfático pode até mesmo humanizá-la. A solidariedade já aparece em pesquisa encomendada pelo PT, mostrando o crescimento da mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), hoje na faixa de 20%.

Até agora Lula deixou petistas pregarem o terceiro mandato. Desde que a doença de Dilma veio à tona, porém, começou a trabalhar para esfriar a polêmica. Há cerca de 20 dias, ele reagiu com gesto ríspido quando um ministro lhe contou que aliados se movimentavam para reapresentar a proposta. Depois, mandou dirigentes do PT enquadrarem os teimosos para não prejudicar a candidatura da ministra. Foi o que integrantes da bancada do PT fizeram na terça-feira com o deputado Fernando Marroni (RS), o mais novo porta-voz da ideia.

 

Texto atualizado às 17h23

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