Lula/Twitter
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Lula diz que esquerda deve pensar no que ‘deixou de fazer’ para evitar eleição de Bolsonaro

Em evento do partido progressista espanhol Podemos, o ex-presidente disse que vai decidir entre fevereiro e março se será candidato à presidência em 2022

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2021 | 13h40

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 76 anos, disse que a esquerda deve pensar no que “deixou de fazer” para evitar a eleição de Jair Bolsonaro e o avanço da direita ao redor do globo nos últimos anos. No evento “Construir Futuro”, do partido progressista espanhol Podemos, em Madri, Lula também falou que cogita ser candidato à presidência nas Eleições de 2022, mas que deve tomar essa decisão entre fevereiro e março.

“O que nós (esquerda) deixamos de fazer?”, questionou Lula sobre as eleições de Donald Trump, nos Estados Unidos, e Bolsonaro, no Brasil. “Precisamos pensar para termos certeza de que vale a pena lutar. A única luta que perdemos é a que deixamos de lutar.”

Lula declarou que a “negação da política faz a extrema-direita crescer”, por isso, disse que não é hora da esquerda - principalmente dos mais jovens - desanimar: “O político perfeito está dentro de vocês.”

“Temos de estar atentos ao discurso da direita. Por que essa gente voltou a convencer uma parcela da sociedade?”, disse. Para ele, é preciso analisar a fala dos opositores para entender quais “mentiras” levaram os conservadores ao poder.

Além disso, o ex-presidente destacou que a esquerda deve transformar a luta contra a desigualdade e pelo meio ambiente, suas bandeiras. “Temos que colocar a questão ambiental na ordem do dia”, destacou.

Ao final do discurso que durou cerca de meia hora, Lula falou que considera concorrer à presidência nas Eleições de 2022. Porém, disse que só vai tomar essa decisão entre fevereiro e março do próximo ano. “Quem nasce pra luta não toma mais conta de si”, justificou.

“Não posso fazer menos do que já fiz”, acrescentou. O ex-presidente avalia que o cenário do País de hoje, está pior do que em 2003, quando assumiu a presidência pela primeira vez, mas disse estar convencido de que “é possível recuperar o Brasil”. “Essa viagem que fiz pela Europa foi uma tentativa de provar ao povo brasileiro que o mundo gosta do Brasil”, explicou. “Não é o Lula que é importante, é o Brasil que é necessário.”

 

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