Lula diz que é paz e amor e não fará 'guerra' por CPMF

Presidente diz que é preciso agir com responsabilidade porque não se pode prescindir do tributo

27 de novembro de 2007 | 19h59

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 27, que não vai fazer guerra para aprovar a prorrogação da CPMF até 2011 e conversará com os senadores "na medida do possível". "Era o Lulinha paz e amor, não vou fazer guerra. Se não fiz quando disputei as eleições, não vou fazer agora", afirmou em entrevista ao Jornal da Band.  Lula diz que é preciso agir com responsabilidade porque Estados, municípios e União não podem prescindir do tributo. "A briga não é com o governo nem com o presidente Lula", reiterou. Lula disse estar convencido que a CPMF será aprovada pelo Senado, "até porque acredito no bom senso e na sensatez dos senadores", disse. O presidente lembrou que vários dos senadores foram governadores "até ontem" e que "essas pessoas sabem que nem o município, nem o estado, nem a União podem prescindir dos recursos da CPMF". Para Lula, a CPMF é um "imposto justo, que evita a sonegação e que tem sua totalidade redistribuída para as políticas sociais". Na entrevista, o presidente listou que parte dos recursos da contribuição vão para a saúde, outra parte para a Previdência dos trabalhadores rurais e outra para o combate à fome. "Portanto, quem quiser agir com irresponsabilidade e votar contra, depois vai ter que explicar para a sociedade porque fez isso". Lula continuou a entrevista no mesmo tom. "Eu acho que essas pessoas (os senadores contrários à aprovação) têm de pensar, na hora que elas votarem contra, qual será o efeito dos votos nas crianças que precisam de saúde, nos trabalhadores rurais que precisam da Previdência e nas pessoas que estão passando fome neste país". Segundo Lula, é isso que deve estar na cabeça dos senadores e não uma briga contra o governo, ou "contra o presidente Lula". "Nós não merecemos isso". Sobre o relatório do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud), segundo o qual o Brasil entrou para o clube dos países considerados de alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), Lula diz que o País cuida bem "das crianças e dos pobres, mas falta muita coisa a ser feita". "Houve uma avanço extraordinário", afirmou.  Mais uma vez, Lula se diz otimista com a economia. "Estou convencido que o PIB (produção de riqueza do País) entra numa rota de crescimento num ciclo duradouro e sustentável. Vamos crescer mais em 2008, 2009 e 2010", disse. No ano que vem, o presidente aposta suas fichas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O PAC começa a ter suas obras efetivamente em fevereiro de 2008. Estávamos na fase de licitação", afirma.  Meio ambiente O presidente reiterou também que os países ricos devem assumir a responsabilidade pela redução do efeito estufa, pois causam 70% da poluição que afeta o meio ambiente global. Lula afirmou que será esta a posição que o Brasil levará à conferência sobre mudança climática que a ONU promoverá na Indonésia, em dezembro. "Os países ricos precisam ajudar os países pobres a preservar as florestas", ressaltou Lula. Segundo o presidente, é preciso que a conferência discuta o padrão de desenvolvimento e consumo do planeta.

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