Lula diz que dossiê contra FHC é 'mentira'; Dilma liga para Ruth

Denúncia da 'Veja' diz que ex-presidente e sua mulher tiveram gastos bisbilhotados nos anos de 1998, 2000 e 2001

LEONÊNCIO NOSSA, Agencia Estado

24 de março de 2008 | 20h50

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira, 24, que "é uma mentira" a reportagem da revista Veja segundo a qual o Palácio do Planalto teria elaborado um dossiê sobre os gastos com cartões corporativos feitos no governo Fernando Henrique Cardoso (FHC). "Se não fiz dossiês em 2005, na época em que precisava fazer enfrentamentos, por que os faria agora. A quem pode interessar isso agora?", disse Lula. As declarações do presidente foram feitas na reunião desta segunda do Conselho Político, no Palácio do Planalto, segundo o senador Renato Casagrande (PSB-ES) e o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Veja também: Entenda a crise dos cartões corporativos  Tarso admite levantamento, mas nega dossiê FHC Governo tenta evitar quebra de sigilo na CPI dos CartõesSem quebra de sigilo, Marisa Serrano ameaça deixar CPIPara ministro, crise dos cartões é 'escandalização do nada'Virgílio vai ao Senado pedir quebra de sigilo de Lula e FHC Ainda no esforço para desmentir a história, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, telefonou também nesta segunda para a mulher do ex-presidente, a antropóloga Ruth Cardoso, assegurando que o governo não montou dossiê sobre despesas dela, à época em que era primeira-dama (1995-2002), com cartões corporativos. Foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quem informou sobre as explicações de Dilma a Ruth. Na reportagem da Veja, o ex-presidente e sua mulher tiveram os gastos bisbilhotados nos anos de 1998, 2000 e 2001, todos efetuados com a chamada conta B, um fundo de despesas que antecedeu a criação dos cartões corporativos. Lula afirmou que o governo vai se dedicar "muito" para saber quem vazou documentos sigilosos citados na reportagem da revista. Ainda foi lida, durante o encontro, uma nota divulgada no sábado pela Casa Civil, em que o Planalto nega a autoria do suposto dossiê. Diante da ameaça de integrantes da oposição de abandonar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Cartões, caso os governistas insistam em manobras que impeçam a votação de requerimentos que pedem a quebra de sigilo, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que se afastar das investigações é "legitimar a farsa". "Se o governo deixar claro que não quer investigar, o PSDB tem de estar vigilante na CPI para denunciar a operação. Abandonar a comissão vai nos colocar na posição de coadjuvantes da farsa", disse.var keywords = "";

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