Lula diz que divergências dificultarão campanha de Dilma na BA

Em entrevista às rádios, presidente fez uma previsão pessimista sobre palanques no Estado

Leonêncio Nossa, enviado especial da Agência Estado

26 de março de 2010 | 10h53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva previu nesta sexta-feira, 26, que a pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, terá dificuldade de fazer campanha na Bahia devido às divergências entre o governador Jaques Wagner (PT) e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), aliados que disputarão o governo do Estado. "Eu sei que essas divergências vão me causar problemas, mas a política tem dessas coisas, tem imprevistos. Vai ser difícil", admitiu. "Mas muito mais dificuldade vai ter a minha candidata, que vai estar nos palanques."

 

As declarações foram dadas em entrevista às emissoras de rádio Santa Cruz, de Ilhéus, e Difusora de Itabuna. Ele ainda foi questionado sobre a aliança que o PT está costurando com o tradicional adversário no Estado, o ex-governador e atual senador Cesar Borges, hoje no PR, que foi aliado do senador Antonio Carlos Magalhães, do antigo PFL.

 

"A política é interessante porque não existe nada que você considere impossível. Algum dia alguém iria imaginar que o PT fizesse aliança com o PP?", disse o presidente, referindo-se ao partido do deputado Paulo Maluf.

 

CPMF e imprensa

 

Lula voltou a reclamar do fim da CPMF, que foi derrubada no Congresso Nacional. Ele disse que a falta dos recursos do imposto do cheque tem impedido investimentos na saúde. "Eu sei que a tentativa deles (oposição) não era prejudicar o pobre; era para me prejudicar. Tiraram a CPMF por birra, quase por vingança", afirmou.

 

Lula encerrou a entrevista dizendo que preferia falar com profissionais do rádio do que com profissionais de jornais e TV. Segundo ele, o rádio tem uma comunicação direta. "Nas entrevistas para os jornais, a gente fala, fala, fala e depois não sai aquilo que a gente falou. Na TV eles também não colocam tudo. Eu gosto de falar mais no rádio", afirmou.

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