Lula diz que dados da CNI reforçam que o País está crescendo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no discurso de encerramento do seminário de Infra-Estrutura promovido pela Abdib, disse que os dados divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) reforçam a avaliação de que o Brasil voltou a crescer. Ele citou o aumento de 17,92% nas vendas da indústria em abril deste ano, comparadas ao mesmo mês do ano passado. Lula disse ainda que a política externa brasileira abriu mercados em praticamente todo o mundo e disse que não há caminho para continuar aumentando as exportações sem que haja investimento na infra-estrutura. Ele citou diversas iniciativas adotadas pelo governo para estimular investimentos, principalmente os projetos de marcos regulatórios em vários setores da economia. Lula prometeu para breve o envio do projeto do marco regulatório do saneamento básico ao Congresso e disse que em 2004 serão investidos R$ 2,4 bilhões nesse setor. O presidente citou que em 2002 esses investimentos foram de apenas R$ 260 milhões e chegaram a US$ 1,7 bilhão no ano passado.Segundo o presidente, essa retomada de investimento no setor de saneamento e na construção de hidrelétricas obrigará a indústria de cimento a expandir sua produção. O presidente ainda prometeu recuperar 7.800 quilômetros de estradas este ano. Ele informou que o BNDES está apoiando a expansão do setor siderúrgico, que deverá investir US$ 7,4 bilhões nos próximos cinco anos, aumentando a produção brasileira em 30%. Lula encerrou o seu discurso prometendo aos empresários que todas as propostas apresentadas pela Abdib serão seriamente consideradas pelo governo. "O que vocês desejam é o que nós desejamos. Vocês querem regras claras e nós também queremos regras claras", afirmou. De acordo com o presidente, durante alguns anos o Brasil foi visto pela opinião pública como um País que privilegiava critérios de obras começadas e não acabadas. "O governo fingia que pagava. E vocês fingiam que faziam", afirmou. Segundo Lula, as regras têm que ser claras. O presidente disse que o governo levará a sério não apenas os contratos, mas a sua execução. Segundo Lula, não se pode ficar fazendo obras somente em épocas de eleição. O presidente lembrou que na área ambiental, o governo já está adotando a política de fazer as licitações de projetos que não tenham problemas na concessão de licença ambientais. Lula disse que o governo está aberto a discutir com os empresários. Na mesa de encerramento do seminário, o presidente Lula estava acompanhado por seis ministros: Dilma Rousseff (Energia), Eunício Oliveira (Comunicações), Ciro Gomes (Integração), Olívio Dutra (Cidades), Alfredo Nascimento (Transportes) e Jaques Wagner (secretário do Conselho do Desenvolvimento).

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