Lula diz que comeu ´pão que o diabo amassou´ e colhe frutos

Presidente diz que está ´feliz´ e que seu governo ´colocou a economia nos eixos´

Agencia Estado

04 de julho de 2007 | 17h25

Durante cerimônia de anúncio de medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de Saneamento e Habitação, em Fortaleza (CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 3, que estava "feliz", porque o País vive "um momento significativo muito bom", que "muita gente não acreditava" que isso poderia acontecer. "Mas é possível, porque, no momento em que foi preciso comer o pão que o diabo amassou, nós comemos sem resmungar", disse."No momento em que era preciso fazer as coisas que tínhamos de fazer para colocar a economia brasileira nos eixos, nós o fizemos. E sempre dissemos que em economia não há mágica, há seriedade, determinação e objetivo bem definido. Daí, os resultados de hoje", acrescentou o presidente. Segundo ele, o País está agora "colhendo os frutos" dessa política: "O PAC é o mais planejado programa de investimentos já feito. Este país está preparado para as mudanças e só está preparado porque fizemos bem o nosso dever de casa. Duvido que em 118 anos de República o Brasil tenha vivido um momento tão importante como este. É verdade que (no passado) tivemos crescimento de 14%, mas a inflação era de 20%, e o salário mínimo não subia. Duvido que, nos últimos 40 anos, tenham sido investidos R$ 40 bilhões em saneamento."Lula lembrou que entrou em vigor, na última segunda-feira, a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que classificou como uma lei que traz "uma pequena reforma trabalhista, mas uma grande reforma tributária, porque os impostos vão cair."O presidente pediu que governadores e prefeitos ajudem a fiscalizar as obras do PAC "para que o dinheiro renda os objetivos". Segundo Lula, é preciso que os projetos que estão sendo iniciados não parem. "Para construir, tem pouca gente. Mas para não deixar construir, está assim...!"Lula disse que quer voltar ao Ceará para "beber da água do rio São Francisco" e também para inaugurar a siderúrgica Ceará Steel. "Dinheiro público bom é o que está aplicado em obras, não é o que está parado gerando superávit".O presidente concluiu o discurso dizendo que o Brasil poderia ter sido uma grande nação no século passado, "não fosse pela mediocridade dos políticos". Elogiou o governador do Ceará, Cid Gomes, seu aliado: "Companheiro não é o que dá tapinha quando você tem 80% nas pesquisas. É aquele que, quando você não tem nem um ponto, fica do seu lado", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
lulaeconomiaeixosdiaboamassou

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.