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Lula diz que combate ao crime não se faz com 'porrada'

Presidente fez discurso nesta terça a milhares de operários, em visita a uma siderúrgica no Rio de Janeiro

REUTERS

26 de fevereiro de 2008 | 12h48

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 26,  diante de milhares de operários no canteiro de obras de uma siderúrgica no Rio que, se o Estado e as empresas não dão oportunidade à população, o crime organizado dará. Afirmou ainda que "se porrada educasse, bandido sairia da cadeia santo". "Se o Estado não oferece oportunidade, se as empresas não oferecem, se a prefeitura não oferece, o tráfico vai oferecer. Não vamos combater a criminalidade com violência, vamos combater com oportunidades", disse Lula ao discursar na fábrica da Thyssenkrupp, localizada na zona oeste do Rio. Ele declarou que visitará algumas das principais favelas do Rio, onde anunciará investimentos. "Semana que vem, mais uma vez, vamos visitar o Complexo do Alemão, a Rocinha, vamos investir, porque se porrada educasse, bandido saía da cadeia santo", completou. Ele também criticou a falta de investimentos de governos anteriores no setor de educação. "O Brasil não investiu em educação adequadamente porque parece que as pessoas que já tinham governado o Brasil já tinham tido sua oportunidade e não quiseram dar oportunidade para os outros", disse. A visita às instalações da siderúrgica é o primeiro de uma série de compromissos do presidente no Estado, que tem sido seu endereço frequente desde a posse no ano passado do governador Sergio Cabral (PMDB), seu aliado. Cabral também acompanhará Lula nas inaugurações da fábrica pneus da Michelin e de um posto de saúde em Campo Grande, também na zona oeste. Almoçam juntos no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador, e depois seguem para o Teatro Municipal, no centro, onde participam de cerimônia de premiação de olimpíada de matemática.

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