Lula diz que "bicho papão" da inflação está controlado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou hoje que o "bicho papão" da inflação está controlado. Segundo ele, a perspectiva é que a taxa não ultrapasse 7% ao ano. Lula ressaltou que o panorama atual é muito diferente "da perspectiva sombria" para o Brasil em dezembro último. Na ocasião, disse o presidente, o índice de inflação para os 12 meses seguintes era estimado em 40%. "O bicho papão da inflação está controlado, mas isso é pouco. O País precisa agora crescer e gerar empregos", afirmou ele. Ao falar da necessidade de crescimento, Lula comentou que nenhuma oportunidade pode ser jogada fora. Ele salientou a necessidade de o Brasil conquistar novos mercados. "O mercado europeu e americano são importantes, mas é preciso procurar outros espaços geográficos e econômicos", disse.O presidente ressaltou que seu governo está empenhado em recuperar o relacionamento com países da América do Sul. "Trata-se de um mercado potencial, que faz fronteira com o País, e às vezes é deixado de lado", observou. Ele comentou que vários setores da economia podem se beneficiar com essa nova relação que o Brasil está tendo com os países da América do Sul, "inclusive o setor calçadista", afirmou, em referência aos empresários presentes à abertura da 35ª edição da Francal. Na opinião dele, a Argentina também pode ajudar o Brasil a recuperar o Mercosul.Lula comentou que pretende realizar uma viagem a cinco ou seis países árabes. O objetivo, segundo ele, é fazer novos negócios, além de relação política. O presidente também comentou que visitará a África e que no ano que vem pretende ir à China, Índia e Rússia. "São mercados altamente promissores. E não podemos esperar que venham procurar pela gente. Temos de ir lá", disse. Aproveitando dar foco ao seu programa de combate à fome, o Fome Zero, o presidente voltou a afirmar que a questão social é prioridade de seu governo. Mas falou que durante as viagens internacionais que fará vai procurar "vender" os sapatos brasileiros, de maneira a contribuir com o aumento das exportações do setor. "O mundo precisa de comida, mas de sapatos também. Brinquei com o governador (Geraldo Alckmin) que nas viagens que farei vou pedir aos fotógrafos que tirem fotos dos meus sapatos. Vou mostrá-las aos presidentes dos outros países e tenho certeza que o meu (sapato) será muito mais bonito que o deles", brincou.

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