Lula diz que a emenda da CPMF 'vai passar' no Senado

Presidente relaciona a prorrogação da emenda ao futebol e diz que só 'senador alegre' ajuda na aprovação

Lu Aiko Otta, do Estadão

28 de novembro de 2007 | 15h31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta quarta-feira, 28, confiança em que a emenda que prorroga a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será aprovada no plenário do Senado. Questionado sobre a possibilidade de redução do superávit primário como compensação para uma eventual extinção da CPMF, Lula respondeu: "A CPMF vai passar."   Veja também:    Entenda a cobrança da CPMF   Para evitar derrota da CPMF, governo monta 'sala de situação'  Oposição se reúne para 'traçar mapa' de votos contra CPMF  PTB condena 3º mandato, mas libera senadores para CPMF  Lula só discute Minas e Energia após negociação sobre CPMF     Em seguida, o presidente evitou responder a outros questionamentos sobre a emenda da CPMF e passou a falar de futebol. Afirmou que sua intenção, hoje, é a de torcer para o Corinthians, à noite, durante o jogo contra o Vasco da Gama. Um repórter observou que uma vitória do Corinthians não ajudará na aprovação da emenda da CPMF. O presidente respondeu: "Só senador alegre (ajuda a aprovação da emenda)", brincou.   As bancadas do PSDB e DEM no Senado se reúnem nesta tarde com dissidentes da base aliada para fazer um mapa dos votos contrários à prorrogação da CPMF até 2011. Os líderes do PSDB, Arthur Virgílio(AM), e do DEM, José Agripino(RN), estão trabalhando para consolidar os votos para derrubar a CPMF.   No Senado,  será realizada a segunda das cinco sessões destinadas à discussão da proposta de emenda constitucional da CPMF.  Ao chegar a Casa,  o presidente interino Tião Viana (PT-AC), informou que vai convocar sessões deliberativas para as segundas e sextas-feiras da casa até o dia 22, quando começa o recesso parlamentar. O objetivo da realização de sessões nesses dois dias é garantir o cumprimento dos prazos regimentais para a tramitação da emenda.   "Isso dará uma margem de segurança para votarmos a matéria no presente exercício legislativo. Essa é uma prerrogativa do presidente do Senado. Eu entendo que, assim, os prazos estarão mais bem aproveitados e, pelo que se observa no comportamento da oposição, ela não terá nenhuma restrição quanto ao bom cumprimento dos prazos regimentais", disse Viana.   Educação   Faz parte dos esforço para aprovar a CPMF o acordo anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta quarta, segundo o qual a área de Educação terá mais recursos nos próximos quatro anos. Segundo o ministro, o governo aceitou reduzir gradualmente a Desvinculação de Receitas da União (DRU) que incide sobre os recursos destinados à Educação.   A DRU é um mecanismo que dá liberdade ao governo para fazer o que quiser com 20% das receitas da União. Com o acordo, a Educação ficará fora dessa restrição: a proposta prevê uma redução gradual, começando em 2008, de modo que, ao final de 2011, a DRU para o setor esteja zerada.  A DRU cairá de 20% para 15% em 2008, 10% em 2009, 5% em 2010 e zero em 2011.

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