Lula diz que a democracia é frágil se a economia não é forte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou há pouco, em discurso na abertura da V Conferência dos Chefes de Estado e de Governo de Países de Língua Portuguesa, que a união dos oito países que compõem a CPLP (Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa) se transformou num eficiente instrumento para evitar e combater golpes contra a democracia. "A CPLP vai ganhando voz e funcionalidade internacional e é, hoje, uma organização madura, capaz de reagir prontamente a situações difíceis", afirmou o presidente brasileiro.Em seu discurso, o presidente brasileiro reconheceu que a democracia é frágil se os povos da Comunidade não desfrutarem de uma economia forte. Ele lembrou dos esforços empreendidos pelo Brasil e pelos demais membros da CPLP para resolver conflitos na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe. Neste último país ocorreu, no ano passado, um levante contra o governo local e, por esforço da Comunidade, o presidente Fradique de Menezes pôde retornar ao cargo. Lula lembrou, ainda, do processo de independência do Timor Leste, que teve ajuda das forças de paz da ONU e da comunidade. Na avaliação do presidente, a Comunidade "é mais que um espaço de confraternização entre povos irmãos. É uma iniciativa de alto valor estratégico, cujo raio de ação envolve quatro continentes". "Somos oito países com uma população de 230 milhões de habitantes, comprometidos com a democracia e a justiça social", afirmou. "Não há paz sem desenvolvimento, e não há desenvolvimento sem paz". Segundo Lula, a marca da Comunidade tem sido a defesa dos valores democráticos, pregados pelos países-membros.Após o discurso do presidente brasileiro, os chefes de Estado e de governo participantes visitaram uma exposição de arte no Palácio dos Congressos, no centro da capital, São Tomé. Do lado de fora do prédio, grupos folclóricos de várias ilhas que compõem o país fizeram apresentações.Tiro de fuzilUm soldado da Polícia Nacional de São Tomé, de nome Arlindo, 27 anos de idade, conhecido como "Cacharan", que estava numa guarita em frente ao Palácio dos Congressos, morreu há pouco ao disparar, acidentalmente, um fuzil AKM. O disparo ocorreu momentos depois que o presidente de Portugal, Jorge Sampaio, havia passado pelo local.

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