Lula diz não ter pressa para anunciar nova equipe

Durante jantar de confraternização com ministros na noite de quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que o governo vai bem e que ele não tem pressa para fazer os ajustes, ou seja, para definir a equipe de seu segundo mandato. O presidente comentou o resultado das pesquisas que avaliaram o desempenho do governo. "Ele lembrou que essas pesquisas indicam o reconhecimento muito positivo do governo por parte da população", comentou o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, em entrevista exclusiva à Agência Estado. Aos ministros, contou Guedes, Lula disse que esses resultados o deixam tranqüilo para fazer as mudanças que ele julgar necessárias, mas sem precipitações. "Eu acredito que se as avaliações fossem negativas, o presidente faria as mudanças com mais rapidez. Acredito que os novos ministros só serão conhecidos no final de janeiro ou começo de fevereiro", comentou o titular da Agricultura. A pedido da primeira-dama, Marisa Letícia, o presidente fez um discurso no final do jantar. "Além de dividir com os ministros o resultado das últimas pesquisas, o presidente disse que o segundo turno eleitoral foi uma bênção, porque a população pôde se manifestar com mais objetividade sobre seu governo", afirmou. No jantar, o presidente lembrou que a avaliação do governo é boa, o que o deixava feliz, "apesar de todos os ataques e das críticas". De acordo com o ministro, o presidente reafirmou que a avaliação positiva tornava muito maior sua responsabilidade no segundo mandato. Mínimo Sobre o reajuste do salário mínimo, o presidente defendeu a fixação do valor em R$ 380, como foi fechado em acordo entre o governo e as centrais sindicais. "Não é possível admitir que R$ 5,00 dados ao salário mínimo possa ser motivo para o País não crescer", afirmou o presidente, referindo-se ao fato de que houve um aumento de R$ 5,00 em relação ao valor de R$ 375,00 previstos na proposta de Orçamento da União para 2007. Na verdade, o valor de R$ 380 representa um reajuste de R$ 30, pois o salário mínimo atual está em R$ 350. "É importante lembrar que esse povo que vai ganhar R$ 5 a mais", prosseguiu Lula, "vai, no dia seguinte, comprar comida, vai comprar um sapato, uma roupa. Esse dinheiro nunca será comprado em dólar (sic), vai ser comprado em comida e em produtos brasileiros." Esta matéria foi alterada às 20h12 para acréscimo de informações.

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