Lula diz ao MST que reforma agrária é paz

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o discurso para uma platéia de cinco mil integrantes do MST para avisar que "reforma agrária não é denominação de guerra". "Reforma agrária é apenas a gente se levantar e dizer que nós queremos paz, e paz significa justiça social e outros benefícios para a classe trabalhadora", disse.Lula, que chegou com quase duas horas de atraso à terceira etapa da viagem desta quarta-feira ao Acre e a Rondônia, usou um boné do MST e ganhou de presente uma garrafa de cachaça. "A assistência técnica dada pela Embrapa a vocês mostrou que é possível a experiência da cana (de açúcar) mulata, que dará para fazer uma cachaça boa para espantar o frio e uma rapadura da melhor qualidade", afirmou, depois de exibir o presente recebido, sob aplauso dos presentes. Ele recebeu ainda uma réstia de alho, que é considerado pelos habitantes locais um protetor contra mau olhado. No discurso de improviso, ao lembrar que ainda lhe faltam dois anos e quatro meses de governo, Lula não fez referência à defesa que os ministros fizeram ontem e hoje de sua reeleição. Disse apenas que, quando terminar seu mandato, a única coisa que quer é ter conquistado o direito de andar de cabeça erguida no meio de todos.O presidente afirmou também que é possível, a partir de agora, desencadear um pacote para beneficiar os que ocupam terras indígenas, os de quilombos e os de assentamentos. Durante a visita do presidente, foram assinados contratos de liberação de R$ 8,6 milhões para a recuperação de infra-estrutura e serviços de assistência técnica nos assentamentos de reforma agrária no Estado.

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