Lula diminui o tom, mas ainda vê 'armação' de Serra em tumulto no Rio

Presidente fez comício em Carapicuíba, Grande São Paulo, acompanhado da candidata Dilma Rousseff

Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 13h09

CARAPICUÍBA, SP - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou neste sábado, 23, diminuir o tom das acusações contra o presidenciável José Serra (PSDB) sobre a suposta agressão sofrida pelo tucano no Rio de Janeiro na última quarta-feira, 20. O presidente, no entanto, manteve sua opinião de que o episódio não passou de 'armação' de Serra. Lula fez comício em Carapicuíba, Grande São Paulo, acompanhado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

 

Apesar de um pouco mais ameno, ele voltou a acusar os tucanos. "Tentaram fazer uma armação para dizer que nós somos violentos. E a prova maior é que eu perdi em 1989, perdi em 1994, perdi em 1998, e cada vez que eu perdi não havia da minha parte ataques e nem jogo sujo contra o adversário", disse 

 

Ainda segundo Lula, "eles, que falam em democracia, não sabem perder. Queria que déssemos um exemplo de como vamos ganhar essas eleições. Vamos ter que utilizar as nossas camisetas, nossos adesivos, nossas bandeiras. E se a gente for provocado a gente não tem que aceitar provocação, porque a surra que a gente quer dar neles é na urna no dia 31."

Lula afirmou não querer agredir seus adversários "nem com palavras, nem com gestos". "O que nós queremos é encher a urna de 13, a urna de Dilma no dia 31", declarou.

Gilberto Carvalho

No meio da multidão e pouco antes do início de um comício da candidata Dilma Rousseff e do presidente Lula em Carapicuíba, o ex-ministro Antonio Palocci, um dos coordenadores da campanha da petista, reagiu com gestos ao ser questionado por jornalistas sobre as acusações contra Gilberto Carvalho, que virou réu em ação sobre propina em Santo André.

 

Rodando as mãos, Palocci sinalizava que se tratava de um assunto antigo. Alegando muito barulho no local, não fez qualquer comentário.

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