'Lula deveria cobrar lideranças', diz Garibaldi sobre Orçamento

Presidente do Senado diz que declaração de Lula nesta segunda é 'pertinente, mas que é preciso acordo

Agência Brasil

10 de março de 2008 | 16h00

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), afirmou nesta segunda-feira, 10, ao comentar a cobrança feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que o Congresso acelere a votação do Orçamento do País para 2008, que o presidente deveria cobrar mais de suas lideranças para que se possa chegar a um acordo para votação do orçamento. Garibaldi, no entanto, considerou "pertinente" a cobrança feira pelo presidente. "Acho que o Congresso deveria botar a mão na consciência", afirmou.   No programa  semanal de rádio Café com Presidente, Lula afirmou: "Não é o governo que precisa do Orçamento. O governo apenas gerencia o Orçamento. Quem precisa do Orçamento é o povo brasileiro. Estou convencido de que vão aprovar essa semana e vamos tocar o barco com muita normalidade". Lula disse crer que os senadores e os deputados "têm responsabilidade com o Brasil" tanto quanto a presidência. "Não posso crer que apenas eu queira trabalhar e eles não. Que apenas eu queira fazer as obras e eles não. É de interesse de todo mundo", disse, complementando que tem "certeza que há disposição e vontade política do Congresso em votar".     A votação do Orçamento está prevista para quarta-feira, 12. O impasse entre o governo e a oposição gira em torno dos seguintes pontos: divisão dos R$ 534 milhões do anexo de metas, que foi retirado do texto; os recursos da lei Kandir; e um destaque que garantiria mais recursos para a agricultura. O ponto mais controverso é o anexo de metas. O valor refere-se a emendas de parlamentares da própria Comissão do Orçamento que foram incluídas na última hora. A inclusão dos R$ 534 milhões resultou na saída do PSDB da comissão em protesto. Em seu programa semanal, o presidente falou a maior parte do tempo sobre o programa de reurbanização de favelas e explicou que "não há uma única capital ou região metropolitana que não esteja recebendo obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)". Conforme o presidente, "são bilhões e bilhões de reais investidos na urbanização de favela, em saneamento básico, recuperação de casas e construção de novas casas".  

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