Alex Silva|Estadão
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Lula deve substituir Berzoini como ministro da Secretaria de Governo

O Palácio do Planalto aguarda apenas a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília para oficializá-lo

Carla Araújo, Brasília

15 de março de 2016 | 16h02

O Palácio do Planalto aguarda apenas a chegada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Brasília para oficializá-lo como novo ministro-chefe da Secretaria de Governo no lugar de Ricardo Berzoini. De acordo com fontes, o anúncio está preparado só a espera do aviso da presidente Dilma Rousseff para ser divulgado. Lula embarcou por volta das 15 horas de São Paulo e deve chegar pouco antes das 17 horas. O ex-presidente se encontrará com a presidente Dilma Rousseff para acertar os seus detalhes no novo cargo.

Lula, que estava resistente a aceitar o convite, teria mudado de ideia após as manifestações de domingo, que mostraram a necessidade de ele assumir uma posição no governo. Ainda não está certo qual papel terá Berzoini no governo, no entanto, a expectativa é que ele fique no governo como assessor especial ou em secretaria executiva.

Além de tentar ajudar o governo a conter a crise política, o ex-presidente já havia passado a considerar a hipótese de vir para o Planalto depois que a juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, ter decidido, na segunda-feira, transferir para o juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, a decisão sobre o pedido de prisão preventiva contra ele, apresentado pelo Ministério Público de São Paulo no caso do tríplex no Guarujá.

Se de fato aceitar entrar para a equipe de Dilma, Lula ganha a prerrogativa de foro privilegiado de julgamento. Isso significa que qualquer denúncia contra ele teria de ser avaliada pelo Supremo Tribunal Federal, e não pelo juiz Sergio Moro, considerado muito duro com os investigados pela Lava Jato. O ex-presidente, porém, quer desvincular sua eventual ida para o Ministério da obtenção de foro privilegiado. "A possibilidade de Lula vir para o governo é real e concreta, mas a decisão, até agora, está na cabeça dele", disse ontem o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. "Todo mundo sabe da capacidade do ex-presidente de articulação política." 

 

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