Lula deve pedir para Dilma reduzir ritmo de atividades

Preocupado com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedirá à gerente do governo que diminua o ritmo de suas atividades para cuidar da saúde. A agenda menos sobrecarregada, porém, não significa licença. Embora a internação de Dilma no Hospital Sírio Libanês, na madrugada de ontem, tenha reforçado o cenário de incerteza que cerca sua candidatura ao Palácio do Planalto, em 2010, nem Lula nem o PT trabalham com um plano B. Dilma passou a noite de ontem para hoje no hospital e, no início da manhã de hoje, ainda não havia previsão de alta.

AE, Agencia Estado

20 de maio de 2009 | 08h00

Lula telefonou para Dilma duas vezes, de Pequim, mas não conseguiu falar com ela. Conversou, no entanto, com o cardiologista Roberto Kalil, chefe da equipe médica que trata do câncer linfático da ministra. Está convencido de que sua favorita para a corrida presidencial poderá continuar no páreo, apesar do nervosismo do PMDB, o principal parceiro da coalizão. Desde que anunciou estar em tratamento, há 25 dias, Dilma cancelou sete compromissos - incluindo a participação prevista para hoje no Congresso Brasileiro de Radiodifusão e mais um balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), marcado para amanhã, em Fortaleza (CE).

O comando do PT também pretende reduzir em 30% os compromissos da pré-campanha de Dilma nos quatro meses de duração da quimioterapia. Mesmo assim, os petistas estão programando para ela atividades de grande impacto. No sábado, por exemplo, a chefe da Casa Civil deverá participar de almoço na casa da ex-ministra do Turismo Marta Suplicy com a apresentadora Ana Maria Braga - que venceu um câncer há sete anos - e outras mulheres de sucesso.

?Todos nós estamos torcendo muito por Dilma, uma pessoa imprescindível ao governo?, afirmou o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. ?Não há nenhuma discussão sobre afastamento da ministra?, emendou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), líder do governo no Congresso. ?O que existe é apenas uma preocupação para que ela tenha uma agenda um pouco mais leve nos momentos posteriores à quimioterapia.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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