Lula deve discursar em Brasília durante ato contra o impeachment

Grupos de apoio ao governo Dilma Rousseff e contra o impeachment darão início, às 14h de hoje, a um ato chamado Jornada Nacional Pela Democracia - Golpe Nunca Mais

Victor Martins e André Borges, O Estado de S.Paulo

31 de março de 2016 | 11h56

Brasília - Grupos de apoio ao governo Dilma Rousseff e contra o impeachment darão início, às 14h de hoje, a um ato chamado Jornada Nacional Pela Democracia - Golpe Nunca Mais.

Em Brasília, a concentração será nos arredores do Estádio Mané Garrincha. Às 18h está programada uma marcha até a frente do Congresso Nacional e, a partir das 19h, deve ter início o que os manifestantes chamam de "ato político e cultural", com discursos e apresentações musicais. A previsão é de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discurse.

Pessoas já se preparam para a manifestação nesta manhã ao redor da torre central de TV, que dá acesso à Esplanada dos Ministérios. Ônibus de manifestantes também chegam ao local.

No evento criado no Facebook para mobilizar a população, os grupo Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo publicaram um texto direcionado aos militantes com o título "Lutar e Resistir". "A democracia do nosso país está em risco. O Brasil tem sido palco de perigosas investidas com a tentativa golpista de interromper o governo da presidenta Dilma", diz a abertura do comunicado.

O grupo ainda afirma que a condução coercitiva do ex-presidente Lula e o vazamento de conversas grampeadas que incluem diálogos da presidente Dilma "fomentaram um clima de ódio e intolerância e caracterizam a partidarização da justiça e da mídia no Brasil".

O texto ainda diz que o grupo não aceita o ajuste fiscal e a proposta de reforma da Previdência que, segundo eles, fere os direitos trabalhistas. "Queremos mais direitos e outra política econômica, para que possamos retomar os avanços e dar cada vez mais chances do povo brasileiro sonhar e ter esperança", afirma o movimento.

Até às 11h20 de hoje, 2.295 pessoas haviam confirmado presença pela rede social e outras 1.482 marcaram interesse. Mais de 14 mil foram convidados. No último ato realizado pelos movimentos sociais, há duas semanas, a Polícia Militar contabilizou 6 mil pessoas.

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