Lula deve definir três ministérios até dezembro, diz Tarso

O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou nesta sexta-feira que a formação total do ministério para o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deverá ocorrer, necessariamente, neste ano. Segundo Tarso, é possível em até o fim de dezembro Lula já tenha definido dois ou três ministériosDe acordo com Tarso, "o presidente da República não tem pressa para definir todos os nomes". "O novo ministério terá que estar compatível com o conjunto de medidas que estão sendo tomadas e dependerá também da coalizão e da base de sustentação parlamentar que for formada", acrescentou Tarso, segundo a Agência Brasil.Outra razão apontada pelo ministro é que as medidas tomadas até aqui visando o próximo mandato "significam entre 20% e 30% do que está em estudo". Tarso Genro destacou que, de qualquer forma, o presidente Lula considera o ministério atual "ministério", embora tenha ministros que são substitutos. "É vitorioso e lhe garantiu vitória e equilíbrio político na relação com os aliados e com a sociedade", enfatizou Tarso Genro.Tarso disse também que existe também uma indefinição sobre a sua participação no governo. "Confesso que a última pessoa com que estou preocupado é comigo mesmo. Tenho compromisso com o presidente até o fim do ano e vou cumprir. Se vou permanecer ou não (no segundo mandato) e em quê, não está definido". Ele classificou de extremamente importante a consideração do presidente Lula com o chamado "desbloqueamento do funcionamento do Estado, que envolve uma série de impedimentos técnicos e jurídicos para a realização de obras. Isso vai envolver medidas". Segundo o ministro, esse processo vai "garantir a fluidez do funcionamento institucional".O ministro informou que o presidente começar dialogar com os partidos, "para garantir a coalizão de forças no Congresso". O diálogo começou nesta sexta-feira em reunião com líderes do PT. Na próxima semana, provavelmente na quarta-feira, haverá conversa com a cúpula do PMDB e, em seguida com os representantes do PV. Os líderes do PDT também foram convidados para conversar com Lula.ReuniãoSegundo Tarso, Lula se encontrará na próxima semana com os governadores eleitos filiados a partidos da base aliada. A reunião, na qual será discutida a coalizão que pretende garantir sustentabilidade ao Congresso, ainda não tem data marcada.O ministro informou também que depois desse encontro o presidente quer marcar reuniões com governadores da oposição. Ele citou como exemplos os governadores eleitos de São Paulo José Serra, e do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, os dois tucanos.CoalizãoEm entrevista coletiva no Planalto, Genro informou que a idéia do governo é criar um conselho político no segundo mandato, formado pelos presidentes de partidos que integrarão a coalizão. Até o momento, segundo o ministro, PT, PMDB, PCdoB e PSB já manifestaram intenção de participar da coalizão. Já o PV, PDT, PL e PP, informou, demonstraram simpatia em conversar s/ coalizão. O PTB, no entanto, pivô da crise do mensalão, não teria manifestado interesse em participar do grupo.O ministro Tarso Genro disse que o governo poderá contar com ministros filiados a partidos que não integram a coalizão. Atualmente, o PTB que não apresentou interesse na coalizão, tem ministro no governo: Walfrido Mares Guia. Ele, no entanto, é considerado da cota pessoal de Lula.Tarso enfatizou que o governo avalia um conceito de coalizão que estabelece responsabilidades aos partidos que dela participarem, como, por exemplo, a exigência de coesão da bancada no Congresso a favor de projetos do governo. "A representação dos partidos no governo vai ter como referência a força política no Congresso", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.