Lula descarta risco de apagão energético no País

Em programa semanal, presidente afirma que gás é para produção de eletricidade, não só para consumo

Milton F.da Rocha Filho, da Agência Estado, e Agência Brasil,

14 Janeiro 2008 | 07h26

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente, reafirmou que não há o risco de apagão energético no país. Lula, que inicia nesta segunda-feira viagem para Guatemala e Cuba, afirmou nesta segunda-feira, 14, que o Brasil está seguro e que não faltará energia para dar sustentabilidade ao crescimento do País.  Lula disse que se reuniu com todo o setor energético brasileiro, inclusive com representantes da Petrobras, e que todo o esforço necessário será feito para que não falte energia. O presidente afirmou ainda que a preferência do uso do gás no País é para a geração de eletricidade, não para consumo da população, como no caso do abastecimento dos automóveis. "Se tiver sobrando gás, nós poderemos atender os carros, poderemos atender as empresas, mas é importante definir que a prioridade é servir, é produzir energia para atender aos interesses da sociedade brasileira." Lula alertou que "a questão energética vive de boatos e voltou a repetir o que o Ministério de Minas e Energia havia anunciado o imediato funcionamento de seis usinas térmicas a óleo no Sudeste para não comprometer os reservatórios da região em virtude das transferências de energia que estão sendo feitas para o Nordeste e o funcionamento, na segunda semana de fevereiro, de um gasoduto no Espírito Santo que permitirá o fornecimento de 5 milhões de metros cúbicos diários de gás para o Rio de Janeiro. O presidente disse também que a construção da hidrelétrica do Rio Madeira vai garantir ainda mais o abastecimento de energia no país. "Nós estamos preparados para 2009, preparados para 2010. Com o começo da construção da hidrelétrica do Rio Madeira agora, nós estamos seguros de que não faltará energia no Brasil por um bom tempo", salientou Lula. Política internacional O presidente viajou nesta manhã para a Guatemala, onde acompanha a posse do novo presidente Álvaro Colón Caballeros e do vice, Rafael Espada. "Pretendemos fazer com que o Brasil contribua com o desenvolvimento daqueles países, aumente a nossa balança comercial com eles para que nós possamos, produzindo em alguns países da América Central, fazer com que alguns produtos brasileiros cheguem aos Estados Unidos numa situação, eu diria melhor, sem taxação de impostos como é hoje", afirmou Lula. Depois da Guatemala, Lula viajará para Cuba para a assinatura de vários acordos de cooperação. "O Brasil tem interesse em ajudar os cubanos a descobrir se há petróleo em águas profundas em Cuba, até porque Cuba está muito próximo do Golfo do México. Nós temos interesse em ajudar os cubanos a construir uma fábrica de lubrificantes, vamos assinar acordos para a construção de estradas", salientou o presidente. Lula também disse no seu Café com o Presidente, que o Brasil vai continuar a trabalhar para que mais reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sejam libertados. "É uma questão humanitária, e o Brasil continuará contribuindo para que mais seqüestrados sejam libertados", explicou. Na última quinta-feira (10), duas reféns das Farc foram libertadas numa operação coordenada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e pela Cruz Vermelha Internacional.  Para Lula, a libertação das reféns Clara Rojas e Consuelo Gonzáles, é um sinal de que mais reféns podem vir a ser libertados. "Portanto, o apelo que eu faço é que o governo colombiano e o meu amigo, o presidente Uribe, mais os dirigentes das Farc se coloquem de acordo para que se possa libertar mais pessoas que estão seqüestradas, algumas há cinco anos, quatro anos, seis anos", disse o presidente da República.

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