Lula descarta acordo para perdoar dívidas dos Estados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que "não há possibilidade de acordo com os Estados a respeito de dívidas". Lula participou de uma reunião de trabalho com o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB)."Isso não quer dizer que não analisaremos caso a caso, de acordo com suas especificidades e particularidades, mas não queremos de volta a anarquia fiscal para o País, como ocorreu no passado, quando teve gente que governou o Brasil com o dinheiro da venda de empresas públicas.", disse o presidente. "No meu governo não vamos vender nada".Lula comentou ainda que não fará distinção entre nenhum dos governadores. "Não haverá da minha parte nenhum veto a nenhum governador que não seja do meu partido ou da base aliada. Não faremos distinção partidária, não vamos avaliar para que time ele torce, ou qual sua escola de samba ou religião", disse. "Todos serão tratados com respeito".Sobre o aguardado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Lula voltou a dizer que ele representará uma injeção expressiva de recursos no País. "Nunca no Brasil se viu uma quantidade de recursos como a que será aplicada neste governo em saneamento básico, educação e outros setores", disse. Acompanhado dos ministros Luiz Dulci e Tarso Genro, Lula participou da reunião no Palácio Laranjeiras antes de se dirigir ao Foro de Prefeitos e Governadores do Mercosul. Ele assinou com Cabral um acordo para disponibilizar verbas para a reurbanização da favela da Rocinha, no valor de R$ 50 milhões. "Esse acordo poderia ter sido feito há muito tempo atrás se os governantes deste Estado não estivessem tão preocupados com os próprios interesses políticos", afirmou.Segundo ele, o governador Sérgio Cabral é a "possibilidade de o Rio de Janeiro voltar a ser tratado com seriedade e responsabilidade pelo resto do País". "Será nos momentos mais difíceis que vou provar que a minha relação de amizade com o governador Sérgio Cabral não é só eleitoreira", disse Lula, destacando que o início de governo de Cabral tem sido "vigoroso".

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