Ricardo Stuckert/Divulgação - 12.12.2011
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Lula descansa após primeira sessão de radioterapia

Ex-presidente deve comparecer diariamente ao hospital por seis a sete semanas para a segunda etapa do tratamento contra o câncer na laringe

Daiene Cardoso, da Agência Estado

04 de janeiro de 2012 | 11h54

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já passou pela primeira sessão de radioterapia contra o câncer na laringe no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, realizada no final da manhã desta quarta-feira, 4. Após a sessão, que durou 20 minutos, ele foi se descansar, segundo a assessoria dele. A previsão é que Lula seja liberado às 15 horas.

Desta vez, o ex-presidente não teve a companhia da mulher, Marisa Letícia, no hospital. Lula chegou às 10h42 e deverá comparecer diariamente ao hospital por seis a sete semanas para o tratamento.

O hospital informou que divulgará um boletim médico ainda nesta quarta. A equipe de radioterapia será coordenada pelo médico João Luís Fernandes, coordenador do Serviço de Radioterapia do hospital. Para evitar o agravamento dos efeitos da radioterapia na boca e na garganta, Lula também será acompanhado por dentistas.

A expectativa dos médicos é de que Lula enfrente esta etapa tão bem quanto tolerou os três ciclos de quimioterapia. O ex-presidente só deve sofrer efeitos colaterais da radiação a partir da terceira ou quarta semana. "Nas primeiras semanas, os pacientes conseguem tocar suas atividades", disse Luiz Paulo Kowalski, um dos médicos da equipe que trata o ex-presidente.

As reações mais comuns da radioterapia são mucosite (inflamação na mucosa oral), vermelhidão, escamação e inchaço na região do tratamento. Devido às pequenas úlceras que podem surgir, o paciente sente dores e dificuldade na deglutição. Com dificuldade para engolir, alguns pacientes emagrecem e passam a ser alimentados por sonda. "No longo prazo, a pessoa perde um pouco do apetite e perde peso", afirmou o médico. Lula já teve mucosite durante a quimioterapia, assim como queda de cabelo e fadiga, efeitos colaterais considerados normais pelos médicos.

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