Lula deixa hospital e retorna a São Bernardo do Campo

O ex-presidente realizou exames para avaliar os efeitos da primeira sessão de quimioterapia realizada na segunda-feira; segundo a equipe médica, Lula estava bem disposto e confiante

Gustavo Uribe, da Agência Estado

01 de novembro de 2011 | 15h58

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou às 15h30 o Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, onde foi submetido na segunda-feira, 31, à primeira sessão de quimioterapia no tratamento contra um câncer na laringe. O ex-presidente realizou na manhã desta terça-feira, 1º, exames para avaliar os efeitos do tratamento. Um dos exames, segundo a equipe médica, é chamado de PET Scan, espécie de tomografia que serve para detecção precoce de tumores ou novos focos.

 

Após os exames, Lula fez uma única reclamação aos médicos: estava com fome. O "problema" foi resolvido logo em seguida, com um almoço servido pelo hospital. O cardiologista Roberto Kalil Filho, integrante da equipe médica, afirmou que o ex-presidente não sentiu enjoos e não apresentou nenhum efeito colateral ao tratamento quimioterápico. Pela manhã, segundo a equipe médica, Lula estava bem disposto e confiante. "O que tem de ser enfrentado, tem de ser enfrentado", teria dito Lula.

 

O ex-presidente se dirige neste momento para seu apartamento em São Bernardo do Campo, acompanhado da mulher, Marisa Letícia. Lula ficará em casa com uma bomba portátil presa na cintura para infusão de medicamentos. A equipe médica explicou na segunda-feira que, a cada sessão de quimioterapia, ele terá de carregar a peça, ligada a um cateter que tem abaixo do ombro direito, por cinco dias.

 

Na noite de segunda, Lula recebeu a visita dos filhos Fábio Luís e Luís Cláudio. A presidente Dilma Rousseff, que no fim da tarde também foi ao Sírio-Libanês, contou que Lula estava bem disposto e disse esperar que ele desfile, em fevereiro, pela escola de samba paulistana Gaviões da Fiel, que terá como enredo a história do ex-presidente.

 

O tratamento contra o câncer será pago pelo próprio paciente, por meio de seu plano de saúde pessoal. A informação é da assessoria de imprensa do Instituto Lula.

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