Lula defende união de países pobres para acesso a mercado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu neste sábado, 3, o esforço conjunto dos países pobres para assegurar maior acesso ao mercado global. Discurso do presidente lido pelo chanceler Celso Amorim ao final do encontro do Grupo do Rio, realizado na capital da Guiana, destacou a importância da integração dos países da América Latina para a melhoria das condições de vida no continente.O discurso ressaltou que é preciso construir pontes, estradas e gasodutos para ligar os países latino-americanos. "A integração física é um dos instrumentos para alcançar nossos objetivos", dizia o texto, lido por Amorim porque Lula voltou para o Brasil antes do encerramento do encontro. "No passado estivemos de costas uns para os outros, mas isso está mudando. Estamos criando uma malha de infra-estrutura fundamental para o crescimento econômico e para o bem-estar de nossos povos, especialmente em regiões menos favorecidas."Os países em desenvolvimento também devem se unir politicamente, recomendava o discurso, ressaltando os esforços pela consolidação da Comunidade Sul-Americana de Nações. "Nela estamos adotando políticas estruturais que incluem ações de integração física e energética e de formação, capacitação e cooperação técnica em favor dos países menores. Essas iniciativas fortalecerão a competitividade, sobretudo, das economias menores." O texto destacava ainda no discurso a presença de tropas brasileiras no Haiti: "Nossa presença regional no Haiti é emblemática da importância de fazer valer o nosso ponto de vista" Diplomatas brasileiros disseram que o próprio governo haitiano pediu ao Brasil a manutenção dos militares no combate à violência no país caribenho.A presença das tropas brasileiras no Haiti, no entanto, é criticada por setores das Forças Armadas e da oposição no Brasil. O discurso observou que o Haiti depende de recursos externos para voltar à normalidade social: "É fundamental o engajamento e a mobilização da comunidade internacional a fim de lograrmos a recuperação e a reconciliação do povo haitiano."

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