Lula defende regulamentação de greve no serviço público

Presidente afirma que todas as greves devem ser legais e que 'se eu não trabalhar não mereço receber'

Tânia Monteiro, Agência Estado

02 de abril de 2008 | 19h46

Ao comemorar, em solenidade no Palácio do Planalto, a sanção da lei que regulamenta as centrais sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a regulamentação dodireito de greve para o serviço público. Ele lembrou que qualquer trabalhador urbano quando faz greve sabe que vai ganhar apenas os dias que ele trabalhou. "Mas é lógico. Se meu salário, é a contrapartida do meu trabalho, se eu não trabalhar eu não mereço receber", afirmou.   Ele afirmou que no setor público "tem gente que faz greve de dois meses, três meses." E completou: "É uma coisa. E não é por maldade não. As pessoas às vezes acham que tem razão. Então, nós precisamos encontrar um meio termo pra resolver este problema."   Para o presidente, todas as greves devem ser legais. "O cidadão tem direito a continuar a receber o seu plano de carreira. Agora, eu aprendi que eu só posso ganhar sem trabalhar se eu estiver de férias ou doente. Se eu não for trabalhar por outra razão, eu não recebo o meu dia", afirmou o presidente.   Para Lula, governo e servidores públicos tem de ter coragem de enfrentar o debate sobre o direito de greve.   Na solenidade, Lula voltou a justificar sua decisão de vetar o artigo que permitia ao Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizar as instituições. Ele explicou que o veto foi uma questão de princípio. "Eu não tinha duvidas da necessidade de vetar a fiscalização do TCU no movimento sindical", disse ele.

Tudo o que sabemos sobre:
Lulagreve dos servidor público

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.