Wilton Júnior/Estadão
Wilton Júnior/Estadão

Lula defende punição para irregularidades na Petrobrás

Em evento com sindicalistas em defesa da estatal, ex-presidente pede que culpados por problemas na empresa sejam presos

IDIANA TOMAZELLI E TIAGO ROGERO, Estadão Conteúdo

15 de setembro de 2014 | 14h49

Rio - Após uma tumultuada caminhada no centro do Rio, com muito empurra-empurra, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou em um palco montado de frente para a sede da Petrobrás, na Av. República do Chile. Em sua fala, o ex-presidente defendeu investigação e punição para quem cometeu irregularidades dentro da empresa. 

"Se houve erros, tem que investigar. Se for culpado, tem que ir para a cadeia", disse o petista para uma plateia de sindicalistas e trabalhadores, que seguravam bandeiras de candidatos da base aliada do PT. O ato "não partidário", segundo o petista, tinha como ideia inicial comemorar o aniversário da estatal. "Depois, decidimos que era preciso defender a Petrobrás de ataques que ela vem sofrendo", afirmou Lula.

Para o ex-presidente, os milhares de trabalhadores da Petrobrás não podem ser confundidos com quem tenha eventualmente cometido erros. "Se houve erros, tem que investigar. Se for culpado, tem que ir para a cadeia", disse o petista. Ele também chegou a se dirigir à presidente da estatal, Graça Foster. "Graça, você não tem nenhuma razão para não andar de cabeça erguida".

"Fiz questão de vir com uma camisa da Petrobrás, porque as pessoas estão com vergonha de vestir (uniforme da empresa) e parecer com alguém", acrescentou o ex-presidente, sem citar a quem se referia.

O ex-presidente discursou após uma série de lideranças sindicais, representantes da Central Única de Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Federação Única dos Petroleiros (FUP), além da União Nacional dos Estudantes (UNE). Também estiveram presentes no ato os candidatos ao governo do Rio Lindbergh Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB). Ambos são da base do governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Lula ainda exaltou os resultados da Petrobrás entre a sua gestão e a de Dilma. "Em oito anos, tiramos mais petróleo do pré-sal do que em 31 anos", afirmou, garantindo ainda que a meta é produzir 4,2 bilhões de barris por dia até 2020. "Com esses resultados, quem é que não vai cumprir?", questionou.

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