Lula defende 'porta de saída' a beneficiários do Bolsa-Família

Programa anunciado pelo governo pretende capacitar 185 mil beneficiários na área da construção civil

AE, Agencia Estado

28 Julho 2008 | 10h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, 28, no programa semanal Café com o Presidente, que o objetivo de fornecer cursos para capacitar 185 mil beneficiários do programa Bolsa-Família na área da construção civil é permitir que as pessoas "aprendam uma profissão" e "possam ganhar seu sustento, sem ajuda do governo". "Quanto mais gente trabalhar, mais porta de saída do Bolsa Família vai acontecer em nosso País", afirmou o presidente, segundo a Agência Brasil.   Veja também:Bolsa-Família vai capacitar mão-de-obra As propostas dos cursos começam a ser apresentadas nesta segunda aos gestores do programa, inicialmente nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Fortaleza. A intenção do governo é, depois da capacitação de cerca de 200 horas, contratar as pessoas em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa deve ter início, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a partir de setembro.   Os selecionados receberão, a partir de setembro, uma carta comunicando a escolha e indicando os locais onde poderão fazer os cursos de capacitação. As atividades profissionais selecionadas nessa etapa estão ligadas principalmente ao setor de construção civil: pintor, azulejista, carpinteiro, eletricista, encanador e outras. O presidente também elogiou a parceria entre o Ministério da Educação e representantes do Sistema S, que reúne 11 entidades, entre elas Sesc, Sesi, Senai e Senac. Até 2014, dois terços das vagas dos cursos técnicos e profissionalizantes oferecidos pelas entidades do Sistema S deverão ser gratuitas e destinadas à população de baixa renda.     Para o presidente, a iniciativa representa "um acordo histórico". O Sistema S arrecada por ano cerca de R$ 8 bilhões por contribuição compulsória de 2,5% sobre a folha de pagamento das empresas. Desses, 1,5% é repassado às entidades responsáveis pelo atendimento social e 1% à aprendizagem profissional.

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