Lula defende política econômica e social de seu governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, em entrevista para a revista The Economist, o que considera os dois principais avanços de seu governo: a estabilidade econômica e o progresso na área social. Ele não revelou se é candidato à reeleição, mas disse que as mais importantes tarefas que devem ser realizadas pelo próximo governo deverão ser a complementação da reforma tributária, a reforma sindical e trabalhista.Lula garantiu que não existem desavenças entre o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Segundo Lula, a busca de um pacto social para reduzir o gasto do governo e melhorar a qualidade de seus serviços terá que esperar as eleições de outubro. "Num ano eleitoral é difícil se conquistar um acordo social, mas estou totalmente consciente que, num período mais calmo, todo mundo vai concordar que precisamos nos comprometer a não gastar mais dinheiro do que podemos", disse Lula.Bush e Chávez O presidente abordou vários temas relacionados à política externa. Ele disse que está tentando promover um encontro entre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez e o presidente dos Estados Unidos, George Bush. Chávez está convencido de que uma tentativa de golpe contra ele foi organizada para beneficiar os interesses americanos. O presidente Bush não aceita isso. "Isso será apenas resolvido se eles conversarem", disse Lula. Sobre as negociações multilaterais na OMC, Lula disse que o "Brasil está preparado para ser flexível tanto na indústria como nos serviços proporcionalmente" ao peso da economia brasileira. "Não podemos simplesmente deixar essas negociações para os negociadores", disse o presidente, sugerindo que seja realizado um encontro de chefes de Estado para destravar as negociações. Sobre as concessões brasileiras no Mercosul, Lula disse que o Brasil, como maior economia do bloco, "tem que ser mais generoso".A Economist publicou um editorial e dois artigos com base na entrevista com o presidente brasileiro. A íntegra da extensa entrevista está disponível na edição online da revista, no endereço www.economist.com/Lula.

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