Lula defende PAC em mensagem ao Congresso

Na mensagem que enviou ao Congresso Nacional na primeira sessão solene da nova legislatura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os projetos do PAC vão erguer "um grande canteiro de obras" em todo o território brasileiro. Segundo ele, as metas e as obras do PAC formam uma combinação virtuosa de ousadia inédita na história brasileira. Ele disse ainda que é a primeira vez que se regionaliza metas. O presidente afirmou que o PAC vai expandir o emprego, a esperança e a auto-estima nacional. O mercado de consumo de massa vai se fortalecer e destacou, também, a importância do programa para a integração sul-americana. "Não há o que temer, tampouco o que duvidar", disse. Segundo a mensagem, o PAC melhorará a estrutura física do País e melhorará a competitividade das exportações. "O PAC servirá para implementar um novo padrão de desenvolvimento."Segundo Lula, o PAC depende do discernimento do Congresso para se tornar a agenda da nação. "Conto com o apoio desta casa, que abriga a grandeza dos partidos e do povo brasileiro". O presidente ainda defendeu, na mensagem, que foi lida pelo primeiro secretário da Câmara, Osmar Serraglio (PMDB), o aperfeiçoamento da estrutura tributária e dos marcos regulatórios brasileiros, e disse que eles serão pilares para o avanço das parcerias público privadas (PPPs). A mensagem presidencial iniciou-se com um relato das conquistas do primeiro mandato do presidente Lula, e afirma que "em quatro anos foi definido um novo patamar para a evolução do País". Lula citou o aumento dos recursos para programas de combate à fome e exclusão, a geração de 5 milhões de empregos formais no período e o aumento do poder de compra do salário mínimo. O presidente também destacou o fim de vulnerabilidade externa e o grande superávit da balança comercial acima de US$ 150 bilhões nos últimos quatro anos.O presidente também lembrou que as reservas internacionais superaram com folga a dívida externa pública. "O Brasil pode ligar a engrenagem do desenvolvimento", disse o presidente. "Temos estabilidade financeira, fôlego econômico e legitimidade política", continuou. O presidente lembrou que a inflação no ano passado foi a menor desde 1998. "As condições estão dadas. Os juros podem e devem ter uma trajetória de queda e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é o passo seguinte da história", disse o presidente.Lula disse que a taxa de investimento produtivo em 2007 deve atingir 8% do PIB ante os 6% registrados em 2006. Segundo o presidente, a idéia é que haja um crescimento dos investimentos produtivos de 10% ao ano para que a Formação Bruta de Capital Fixo atinja 25% do PIB. O presidente também voltou a destacar que as taxas de crescimento econômico, neste processo, deverão ser iguais ou superiores a 5% ao ano.

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