Lula defende o uso da nova informação para a inclusão social

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o software livre para garantir maior desenvolvimento e a inclusão social dos países pobres. Em encontro fechado com os chefes de Estado de países de língua portuguesa, que participaram ontem e hoje de reunião em São Tomé e Príncipe, Lula disse que é preciso mais transparência e boa governança em todas as esferas. "Para que a internet possa promover políticas públicas de alto impacto social precisamos garantir o mais amplo domínio dessa linguagem universal", disse o presidente. "Precisamos capacitar as pessoas, em especial as comunidades carentes, para utilizar as novas tecnologias de informação". A inclusão social foi um dos temas discutidos na 5ª Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que terminou hoje, em São Tomé. Na declaração de São Tomé, assinada pelos chefes dos oito países da comunidade, foi ratificado o apoio ao pleito do Brasil em ocupar assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e acordos de cooperação nas áreas de saúde, como o combate à malária e à aids, e na área empresarial e cultural. A assinatura de um acordo de preferências comerciais entre os países pobres de lingua portuguesa e o Mercosul, como foi cogitado por um representante do Itamaraty, na semana passada, não foi fechada, apesar de ter sido bem aceita pelos presidentes africanos. Houve apenas um início de entendimento. Com 41 pontos, a declaração de São Tomé incluiu questões pitorescas como a congratulação a Portugal pelo "sucesso" no campeonato europeu de futebol em 2004. O presidente Lula está no Aeroporto de São Tomé, de onde embarcará para o Gabão, segundo país que visitará no continente africano, nesta viagem oficial. Amanhã à noite Lula seguirá para Cabo Verde, última escala de sua viagem à África.

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