Lula defende incentivo para desenvolver Norte e Nordeste

No rádio, presidente chama PAC de 'motor do desenvolvimento' para levar empresas a se instalar nessas regiões

Agência Estado e Agência Brasil,

18 de agosto de 2008 | 10h20

O governo federal quer incentivar, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a instalação de empresas no Norte e Nordeste do País. A intenção é acelerar o desenvolvimento nessas regiões, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 18, no programa Café com o Presidente. Lula anunciou que o governo está fazendo uma refinaria em Pernambuco e pretende construir siderúrgicas e refinarias no Maranhão e no Ceará. "As pessoas estavam praticamente ilhadas, sem poder consumir nada. Na medida em que o Estado chega com políticas públicas, com incentivo a empresas, aí as coisas começam a crescer", disse, lembrando que recentemente inaugurou um estaleiro em Pernambuco e uma refinaria de biodiesel na Bahia.      Veja também:Ouça o programa Café com o Presidente  O balanço do PAC Ao tratar dos índices de desenvolvimento regional no País, Lula disse ainda que o PAC representa "o motor que alavanca o desenvolvimento" no Brasil. "Não há hoje uma capital do país, inclusive as do Nordeste, que não tenha muito dinheiro do PAC fazendo investimento em habitação, em urbanização de favela, em saneamento básico." O presidente afirmou que 90% dos municípios brasileiros contam com obras do PAC e que tais investimentos representam "mais dinheiro, mais emprego e mais consumo", levando a uma melhor distribuição de renda.O desenvolvimento regional, argumentou Lula, conterá a migração para Estados do Sudeste. "Quando todos (os Estados) estiverem crescendo, a região mais desenvolvida vai produzir mais e vai vender mais. Aí você torna a sociedade brasileira tão justa que não precisa haver a migração que existe hoje, as pessoas certamente irão ter preferência de morar no seu Estado natal."  Lula afirmou também que, para se desenvolver, uma nação precisa ser pensada "globalmente", "regionalmente" e, em seguida, "microrregionalmente" para que se alcancem altos índices de desenvolvimento, de modo a possibilitar que todas as regiões tenham a chance de se desenvolver. Se você permite que haja apenas a vontade do empresário, por exemplo, ele sempre vai querer levar a indústria para o centro mais desenvolvido, que tem mais universidade, mais conhecimento tecnológico, mais mercado, mais rodovias e ferrovias, mais infra-estrutura e, sobretudo, mais consumidor". Para o presidente, cabe ao Estado induzir o empresariado a investir em regiões do país que não sejam apenas as que já registram grau de desenvolvimento. Ele lembrou que, por essa razão, o governo tem investido na construção de portos nas Regiões Norte e Nordeste, além de universidades e escolas técnicas. "É por isso que diminui substancialmente a desnutrição infantil e é por isso que o consumo cresce mais no Nordeste. Porque as pessoas estavam praticamente ilhadas, sem poder consumir nada. Na medida em que o Estado chega com políticas públicas, com incentivo às empresas, as coisas começam a crescer".

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