Lula decide nesta quinta posição do governo sobre paridade

O ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, afirmou que não há risco de que o governo federal abrir mão do que foi acordado na proposta original da reforma da Previdência. De acordo com ele, as mudanças que estão sendo propostas têm em parte o apoio dos governadores e caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomar a decisão sobre o restante. Segundo Dirceu, a avaliação que foi feita ao longo do dia é que os governadores podem aceitar a integralidade. A paridade (pagamento para os inativos do mesmo reajuste concedido aos servidores da ativa) e a mudança nas pensões, segundo Dirceu, são questões sobre as quais o governo federal deverá apresentar uma posição amanhã, quando o presidente Lula retornar de viagem à Europa.Dirceu disse que durante a tramitação, o governo continuará conversando com os governadores. Dirceu disse acreditar que as reformas têm o apoio do País, da maioria da Câmara e do Senado, dos governadores, dos partidos que integram a base de sustentação do governo e também a compreensão dos outros partidos, tanto do PFL quanto do PSDB. "Vamos aprovar as reformas", afirmou. Dirceu foi agraciado hoje com a Comenda Oficial do Dia de Minas Gerais, em Mariana. Durante seu discurso, ele reiterou que o presidente está determinado a retomar o desenvolvimento econômico do País e que é importante ter acesso a mercados e tecnologia, mas isso não é o bastante. ?Para superar os obstáculos é preciso unidade nacional e a determinação para aprovação das reformas que o presidente enviou aos Congresso?, afirmou. ?É necessário o apoio dos governadores e dos partidos para a superação dos problemas?.

Agencia Estado,

16 de julho de 2003 | 18h15

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