Lula decide destino de secretaria de Mangabeira Unger

Cadeira de Ações de Longo Prazo, derrubada na última semana, pode se tornar Ministério, diz Bernardo

Renata Veríssimo, do Estado,

02 de outubro de 2007 | 12h20

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, 2, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidirá na tarde desta terça uma alternativa para a Secretaria de Ações de Longo Prazo, cuja criação foi derrubada semana passada em medida provisória rejeitada pelo Senado. Segundo o ministro, duas opções estão sendo analisadas: manter a secretaria ou criar um ministério extraordinário. Paulo Bernardo explicou que para manter a secretaria nos mesmos moldes seria preciso a edição de uma nova medida provisória. No caso de a opção ser a criação do Ministério extraordinário, poderia ser utilizado o decreto-lei 200. "O presidente tomou a decisão de fazer (manter a secretaria). Ele acha importante os trabalhos que estão sendo feitos na área de educação, ciência e tecnologia, defesa e política industrial. Queremos que esse trabalho de pensar no longo prazo seja mantido", disse. Paulo Bernardo evitou, porém, comentar declarações feitas na última segunda em São Paulo pelo professor Roberto Mangabeira, que ficaria à frente da Secretaria de Longo Prazo, contra a definição de uma política industrial. O ministro afirmou que não tinha lido as declarações de Mangabeira mas fez questão de deixar claro: "O governo é a favor da política industrial". O ministro Paulo Bernardo participou nesta terça da abertura do seminário "Brasil-Europa: Cidadania, competitividade e desburocratização". Paulo Bernardo disse também que o Ipea continuará subordinado à secretaria extraordinária de Longo prazo. O ministro explicou também que prioritariamente será resolvida a questão da secretaria que tem subordinada a ela a criação de 80 cargos. Depois, o governo terá que resolver a questão dos outros 600 cargos que foram criados na mesma medida provisória que instituía a secretaria. "Eu penso que no momento da decisão os senadores não tenham percebido esses outros pontos que estavam na medida. Vamos resolver isso na seqüência", disse. Ele destacou que o Congresso e o governo recriaram a Sudam e a Sudene cujos cargos também deveriam ter sido criados pela medida provisória derrubada pelo Senado.

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