Lula: debate sobre desaparecidos políticos é necessário

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu hoje durante o lançamento do livro "Direito à Memória e à Verdade", sobre a repressão no período da ditadura militar, que o debate em torno dos desaparecidos políticos "tem ressentimento, dor e lágrima", e avisou: "é preciso fazer (o debate) pela sociedade e vamos fazê-lo". Sobre os arquivos da ditadura que ainda não foram abertos, o presidente Lula lembrou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, "é responsável por isso" e que grande parte destes arquivos já foi para o Arquivo Nacional e o que falta também será enviado. "Nós queremos contribuir e trabalhar para que a sociedade brasileira feche a página desta história, vire a página de uma vez por todas e que a gente possa construir um futuro com muito mais solidariedade, mais irmanados, a sociedade trabalhando junto, esquecendo um pouco o que foi o regime autoritário", declarou Lula. "Acho que há disposição para isso. Acho que há vontade dos militares, da polícia. O que nós vamos fazer é aquilo que temos condições de fazer", prosseguiu o presidente, informando que a comissão dos desaparecidos vai ser ampliada. "Vamos ver quais as dificuldades, preparar novos membros e continuar o debate", declarou.

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