Lula dá sinais de como montará ministérios para 2007

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar sua reforma ministerial apenas em fevereiro, mas alguns sinais já indicam quais serão as bases para as trocas que o governo deve promover. O time de quatro anos atrás foi montado na certeza de que boas intenções ou vontade política seriam suficientes para resolver os problemas acumulados no País. Isso explica a nomeação de vários políticos petistas derrotados nas eleições de 2002 para cargos que exigiam conhecimento técnico específico que não detinham.Embora ainda mantenha um espaço aberto para aliados políticos, desta vez a escalação será mais pragmática. Isso significa que o presidente levará em conta a necessidade de reforçar alianças políticas nem sempre as mais empolgantes.Com isso, a tendência é que o novo ministério seja mais parecido com os de seus antecessores, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney, numa mistura de gerentes com políticos puro-sangue.Conhecimento das áreasA ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixou claro em entrevista na semana passada que esse será o perfil adotado para a futura equipe. Segundo Dilma, Lula não quer ministros que sejam apenas técnicos ou apenas políticos. Quer agora que eles tenham conhecimento da área que assumirão, mas que possuam também compromisso público. ?O presidente vai fazer questão da característica dupla, de técnicos comprometidos com o País?, afirmou ela.No primeiro mandato, Lula também deixou clara sua dificuldade para conseguir montar um primeiro escalão permanente. A partir de 2007, o quinto ano de seu governo, ele terá formada sua quinta equipe ministerial, na média de uma por ano.ProblemasApesar destes sinais de como o presidente pretente montar seu ministério, o fato é que, como era previsível, os partidos políticos pressionam o presidente atrás de indicações para os principais postos. Já é certo que PT e PMDB ocuparão o maior número de ministérios, mas as duas legendas têm procurado aumentar seu espaço, deixando poucas vagas para outros aliados.Para montar seu quebra-cabeça, Lula ainda precisará se entender com o PMDB, que poderá ganhar de cinco a seis ministérios. Mas, como de costume, nem os peemedebistas se entendem sobre o assunto.

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