Lula critica PT ao lado de Roseana

Presidente diz que teve de ?passar por cima? do partido

João Domingos, SÃO LUÍS, O Estadao de S.Paulo

06 de maio de 2009 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que, para governar, teve de passar por cima do PT por muitas vezes. E que o presidente da República, no Brasil, tem tanta responsabilidade que se vê obrigado a montar bases de apoio com uma grande quantidade de partidos, para não depender apenas de sua legenda.As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva, em São Luís, na presença da governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), logo depois que eles sobrevoaram por duas horas, de helicóptero, áreas atingida por enchentes no Estado. Lula fez o comentário a respeito das vezes em que teve de passar por cima do PT ao ser questionado se o seu partido não é por demais radical, já que, no Maranhão, o petista Domingos Dutra comanda uma batalha sem tréguas contra Roseana e os demais integrantes da família Sarney.O presidente chegou a dizer que não entende por que dois políticos de uma mesma região, por serem de partidos diferentes, não se entendem e evitam levar benefícios para o Estado. "Às vezes o que se vê é que um tenta sabotar o outro, de forma a impedir que o progresso avance." Mesmo assim, Lula negou que estivesse dando um "puxão de orelhas" em Dutra.SUCESSÃOO presidente voltou a defender a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência em 2010. Mas lembrou que, antes, ela precisa vencer barreiras internas no PT e na base aliada. "Por enquanto ela é a minha candidata. Todos sabem disso", disse Lula.Roseana, que estava ao lado, acrescentou: "Nossa também, presidente, nossa também". Nesse momento, Lula virou-se para Roseana e disse que o importante é a base de partidos que hoje está no governo vencer a eleição.O presidente comentou ainda informação de que uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimentos de R$ 111 milhões, em São Luís, está quase paralisada. "Temos de saber por que está parada. Eu já conversei com a governadora Roseana e disse que pretendo acrescentar mais R$ 30 milhões para obras de drenagem aqui. É sempre preciso saber por que uma obra está parada."

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